Apertem os cintos, o dólar subiu!



Para quem viaja para o exterior, a cotação da moeda estrangeira, em especial, a do dólar americano (USD), tem especial importância. É um fator multiplicador dos custos da viagem. Ou seja, se a cotação subir 10%, é provável que os custos da sua viagem para o exterior também aumentem 10%.

No Brasil, a proximidade das eleições tem feito a cotação do dólar flutuar conforme as pesquisas de intenção de voto. A subida nas pesquisas de candidatos(as) que não agradam o mercado financeiro acaba por gerar a alta da moeda estrangeira.

De fato, nas últimas 12 sessões, houve 11 altas na cotação do dólar americano.

Fonte: Portal G1


Neste cenário, o que deve fazer o turista que tem viagem programada para o exterior?

Para se proteger contra as variações cambiais, as empresas e bancos (cujas receitas e despesas estão sujeitas a tal variação) costumam fazer uma operação chamada de hedge cambial. Em síntese, esta operação acarreta uma prefixação de uma cotação cambial para uma data futura (para saber mais sobre esta operação, clique aqui).

Para o turista, entretanto, esta operação geralmente não está acessível (vide os contratos de hedge cambial da BM&F).

E então, o que fazer?

Em primeiro lugar, procure se antecipar, efetuando o pagamento dos hotéis, passeios e passagens em reais já no Brasil.

Alguns sites como o Hoteis.com e o Agarre.com permitem que você pague a acomodação em reais, não se sujeitando, portanto, à variação cambial e ao famigerado IOF de 6,38%. Se você comprar passagens aéreas em companhias nacionais ou em escritórios nacionais de companhias estrangeiras, o pagamento também será em reais, ainda que convertidos no momento da compra. 

Em segundo lugar, procure efetuar, de tempos em tempos, compras em pequenas quantidades de moeda estrangeira (se possível, a moeda do seu destino, para evitar nova operação cambial). Desta forma, você obtém uma cotação média entre as altas e as baixas.

Se você não quiser comprar e guardar moeda estrangeira, você pode aplicar o dinheiro destinado à viagem num fundo cambial (observe, entretanto, a taxa de administração do fundo – procure uma taxa baixa e a composição do fundo – dê preferência aos que estão vinculados à moeda do país de destino). Neste caso, havendo um aumento na cotação da moeda, o valor da sua aplicação irá aumentar.

Por fim, neste cenário de flutuação cambial, evite utilizar o cartão de crédito para fazer compras no exterior, pois, além do montante estar sujeito à variação cambial, você ainda paga o IOF de 6,38%. Se tiver que pagar com cartão, prefira utilizar o cartão de débito ou com os cartões travel money, ainda que hoje em dia estas opções não sejam mais tão vantajosas em razão da incidência do IOF. 

Antes de tudo, ao turista o que importa não é lucrar nestas operações. O importante é prefixar seus custos e se proteger contra grandes variações que possam inviabilizar a sua viagem.

Deixe se surpreender só com as atrações turísticas e não com a variação cambial!

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