Izmir, Éfeso e Pamukkale - Dia 1




Izmir, na Turquia, é uma cidade litorânea de aprox. 3 milhões de habitantes. É uma cidade grande, com boas opções de hospedagem e com grande disponibilidade de vôos, inclusive, internacionais. Ficamos na cidade 3 noites, sendo 2 dias livres para fazer turismo.

Creio que não tenha sido a melhor opção de local para se hospedar, conforme você poderá observar no relato a seguir.






O Aeroporto de Izmir (ADB) é longe da cidade, mas é bem servido de opções de transporte (trem, metrô, ônibus e taxi). Chegamos após a meia-noite, o que, entretanto, restringiu as nossas possibilidades de deslocamento para a cidade. Aguardamos por 40 minutos o ônibus da empresa Havaṣ (o “ṣ” pronuncia-se “sh”), cuja partida estava marcada para as 00:40hs, mas este não chegou. Os funcionários da empresa foram pouco prestativos, sempre falavam “next bus”, mas este “next bus”, nunca chegava. Diante disso, só nos restou a opção de pegar um taxi e pagar 55 liras turcas (TL), o que equivale a aproximadamente 70 reais.

Ficamos hospedados no hotel Renaissance, bem localizado, numa região agradável da cidade, e próximo da Orla. Pagamos aprox. 270 reais a diária sem café da manhã. O hotel tem quartos amplos, academia, Wi-fi grátis de boa qualidade e bom atendimento. 



Os atendentes da recepção foram bastante prestativos.

No primeiro dia livre, aproveitamos para conhecer a orla da cidade, que tem muitos cafés e restaurantes. Passeamos por um complexo aberto com muitas lojinhas e que tem um formato circular e fica na região central da cidade.

A Orla é um local agradável para passear, tomar café e jantar. Fica praticamente vazia nesta época do ano (julho). Afinal, os moradores de Izmir costumam viajar para as suas casas de praia, em Çeṣme, por exemplo. Quanto às lojas da região central, não vi nada de muito interessante.  

Já era meio-dia, hora de ir para Éfeso. Tivemos que ir para Selçuk de minibus (Dolmuṣ), pois o próximo trem da TCDD só partiria às 15:40hs. Para nós, o trem teria sido mais conveniente para chegar à cidade, pois a estação de trem (Basmane) fica a aprox. 10-15 minutos de caminhada do hotel.

Pegamos, então, um taxi até a Izmir Otogar (Otogar = Rodoviária), que ficava um pouco distante do hotel. A corrida custou 36 TL.  Ao chegarmos a Otogar, pegamos um Minibus que nos levou em aproximadamente 1 hora para a Rodoviária de Selçuk. 

O Minibus custou 10 TL e o valor é pago diretamente ao condutor.

Salvo em hotéis, alguns restaurantes mais finos e nos pontos turísticos, poucas pessoas em Izmir falam inglês, mas a comunicação não-verbal e as poucas palavras que falávamos em turco bastavam para resolver nossos problemas.

Na rodoviária, bastou perguntar por “Otobus Selçuk” (Otobus = ônibus), para um senhor nos ajudar a chegar até a nossa van. Na entrada da estação rodoviária, basta seguir em frente até encontrar os ônibus. Procure por uma van em que está escrito Selçuk no vidro.

Na estação de Minibus de Selçuk, combinamos com um taxista para visitar a Casa da Virgem Maria e Éfeso. O preço combinado foi de 75 TL.


Contato do Taxista:H. Barboros Narli (Junior). Tel: +90 507 2250355barboros_narli@hotmail.com 



Se não quiser pagar taxi, é possível caminhar até uma das entradas da cidade antiga de Éfeso (15-20 minutos).




A Casa da Virgem Maria é reconhecida como o último local de residência da mãe de Jesus. Após a morte de Jesus, alguns apóstolos sofreram perseguição em Jerusalém e ela teria se mudado para lá. O local é considerado sagrado pelos cristãos. Não é possível, entretanto, tirar fotos do interior da casa.




É um local todo arborizado, extremamente agradável, e que transmite uma imensa paz,  mesmo para aqueles que não são religiosos.




No caminho da saída, há um grande mural, onde as pessoas podem deixar as suas preces, mensagens e pedidos à Virgem Maria. No local, há lojas de souvenir e cafés.




A entrada custa 20 TL por pessoa. Não é viável chegar ao local a pé.




Em seguida, fomos a Éfeso. Ingressamos por uma entrada da cidade antiga e saímos por outra, onde nosso taxista estava a nos aguardar. Leva aproximadamente 2 horas para explorar toda a cidade. A entrada custa 30 TL. Há, ainda, um terraço cuja visitação custa 10 TL por pessoa, mas decidimos não visitar.





O que achei interessante é que Éfeso aparenta ter mais construções intactas que as cidades antigas que visitamos na Grécia. As construções que mais se destacam são a biblioteca de Célsius, que é cartão postal do local e os grandes anfiteatros.




Quando visitamos uma cidade antiga em ruínas, como é o caso de Éfeso, ficamos a imaginar o quão imponentes deveriam ser tais construções. É como montar um quebra-cabeça: imaginar como era ou deveria ser determinada construção e a vida na própria cidade. Um quadro explicativo ao lado de cada construção nos ajuda nesta tarefa.




Tanto na entrada, quanto na saída, você pode encontrar lojas de souvenirs e de livros explicativos sobre o local. Se quiser um “relógio genuinamente falso”, ali também você irá encontra-los. 




Como visitamos em julho, o sol estava muito forte. Recomendo, então, que você leve água (garrafa grande de preferência), roupas leves, tênis e óculos escuros. Venha também com bastante disposição para caminhar.

Uma vantagem de Éfeso em relação às cidades antigas da Grécia atual é que você não precisará subir muitas ladeiras ou morros, salvo se quiser chegar à parte mais alta dos anfiteatros.





O taxi levou-nos de volta à Rodoviária de Selçuk. Caminhamos uns 10 minutos até chegar à estação de trem de Selçuk. No caminho, aproveitamos para tapear a fome comendo umas esfirras turcas deliciosas, por apenas 2,5 TL cada.





Em Selçuk, existem alguns outros pontos turísticos que, por falta de tempo, não pudemos visitar: Castelo de Selçuk, Igreja de St. John e Gruta dos 7 dorminhocos (7 sleepers).





O trem para Izmir custou 6,25 TL. Uma desvantagem é que há intervalos grandes entre os trens (até 2 horas). Por isso, é importante estar atento ao “timetable”. Partimos às 18.00hs e chegamos às 19:30hs na estação Basmane em Izmir. 





É importante observar que os trens da Turquia não são tão pontuais como na Europa.  Na volta, o trem estava cheio e não foi muito fácil encontrar assentos vazios. Os trens são confortáveis, mas há lixo, tais como, garrafas vazias, jogadas no chão e nas mesas.





Em Izmir, pausa para descanso no hotel e à noite, fomos jantar num restaurante típico na Orla.





Dia 2: Visita a Pamukkale

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