Cidade do México




Já viajei para vários países, em todos os continentes, mas esta última viagem para a cidade do México foi uma das mais marcantes. A simpatia com que a gente é recebido, tanto pelo povo mexicano, quanto pelos demais hispânicos que encontramos na nossa viagem, deixou muito boas lembranças. A semelhança cultural é imensa, não podemos negar nossas origens. Mesmo com todos os nossos problemas... soy latinoamericano!




Dia 1

Retornamos à cidade do México, a partir de um voo de Mérida pela Aeromexico Connect.

Ao chegar ao Aeroporto, pegamos um taxi da Yellow Cab para o nosso hotel que ficava na Av Balderas, próxima ao centro histórico. O taxi custou 224 MXN (em torno de 50 reais). Atualmente, várias empresas operam taxis a partir do Aeroporto Benito Juarez, da cidade do México. Os preços são todos tabelados e variam conforme a região de destino.

Há outras opções para chegar e sair do Aeroporto.

Há uma estação de metro “Terminal Aérea”, da linha 5, nas proximidades do Terminal 1 do Aeroporto. O custo do “boleto” do metrô é de 5 MXN (pouco mais de R$ 1). O preço é ótimo, mas o único inconveniente é que você provavelmente terá que fazer 1 ou duas conexões até a região central e, às vezes, nos horários de pico, o metro pode ficar lotado. Se você não estiver com muita bagagem e se o orçamento estiver apertado, acho que vale ir de metrô.

Para chegar à região central, também é possível pegar o Metrobus (Linha 4), que é um sistema de transporte de ônibus por vias segregadas (BRT).

O Metrobus atende tanto ao Terminal 1 (saída Porta 7), quanto ao Terminal 2 (saída porta 2) do Aeroporto Internacional. Para utilizar este sistema de transporte, é necessário adquirir um cartão de Metrobus, que é recarregável. O preço do trajeto é de 30 MXN.

Consulte o trajeto da linha 4 aqui.

Ficamos hospedados no hotel Ibis México Alameda, na Calle Balderas, ao lado da estação Juarez do metrô.  

O Hotel está próximo ao Centro Histórico (e suas diversas atrações) e à Avenida Paseo de la Reforma. O hotel segue o padrão da rede Ibis: hotel básico, mas funcional. Acabou de ser inaugurado. O atendimento é muito bom, com funcionários muito prestativos. Pagamos em torno de R$ 700 reais por três diárias sem café da amanhã. O café da manhã custa 89 MXN por pessoa, aproximadamente 23 reais e é básico. Nós ganhamos uma promoção e pagamos apenas 1 tarifa para 2 pessoas.

O hotel disponibiliza Wi-fi gratuito e de boa qualidade para os hóspedes.

Um ponto negativo é que o hotel está situado numa avenida degradada da cidade, onde não é recomendável caminhar à noite (especialmente na direção oposta à Av. Juarez). 

A 200 metros do hotel, entretanto, encontra-se a Av. Juarez, que é mais agradável, com hotéis (por exemplo, o Hotel Hilton), lojas, restaurantes e cafés.

Em outra oportunidade (dia 1/11/2015), tivemos uma experiência muito ruim com o hotel Ibis Mexico Alameda. Como chegamos tarde da noite, nossa reserva havia sido cancelada por falta de garantia. Ocorre que, no site da Accor hoteis, não é solicitado cartão de crédito de garantia para efetivar a reserva, diferentemente do que ocorre com outros sites de reservas de hoteis (booking.com, etc.). Portanto, se for se hospedar neste hotel e tiver que chegar após às 18hs, tome cuidado... Eu procuraria outra opção! Tivemos que procurar outro hotel de madrugada (...) Encontramos o Hotel Fontán Reforma, situado a uns 400 metros, na Av. Paseo de La Reforma. Uma experiência extremamente desagradável!

No primeiro dia na cidade do México, fizemos apenas um pequeno passeio pela cidade, reservamos nosso passeio para Puebla e Cholula no dia seguinte, e encontramos com um casal de amigos mexicanos.

Dia 2

O passeio para Puebla e Cholula foi reservado pela Viajes Roldan (www.viajesroldan.com.mx) no próprio hotel Ibis. O passeio custou 720 MXN (aprox. 160 reais) por pessoa sem almoço incluso.

Não é uma operadora de turismo que recomendo aos leitores do blog. Saímos do hotel às 9:30hs e retornamos às 20:30hs. A duração da viagem é de aprox. 2 horas. Mas, houve demora na saída da cidade do México. Também houve demora para terminar o almoço. No final das contas, tivemos apenas 1 hora livre em Cholula e 2 horas em Puebla. Se fosse visitar Puebla hoje, eu optaria por ir de ônibus e me hospedaria 1 ou 2 noites na cidade.



A primeira parada foi em San Pedro Cholula, onde ficamos em torno de 1 hora. As principais atrações da cidade estão na Zona Arqueológica e são a Grande Pirâmide de Cholula e a Catedral Nossa Senhora dos Remédios que foi construída no topo da Pirâmide.

Os espanhóis construíram a igreja sobre a pirâmide para destacar a supremacia da sua religião sobre a dos nativos.



Como o nosso tempo foi escasso, visitamos apenas a Catedral. Há uma grande subida para chegar até a igreja, mas vale à pena. A vista é incrível, tanto da cidade, quanto do vulcão Popocatépetl.



O interior da igreja é excepcionalmente bonito, mas, infelizmente, não é permitido tirar fotos no interior.

Na parte de baixo, mesmo que você não visite o museu arqueológico, é possível visualizar uma parte da pirâmide.

Minha sugestão: reservar pelo menos umas 4 horas para visitar a zona arqueológica de San Pedro Cholula.

Após Cholula, fomos para a cidade de Puebla. Almoçamos no restaurante Casa Real Poblana, que fica na região central da cidade. É um buffet com preço fixo, incluindo sobremesa. Comida mexicana boa, mas nada excepcional. Custou 330 MXN (aprox. 75 reais) para duas pessoas.



Terminando almoço, fomos visitar a Catedral de Puebla, que fica no Zócalo, praça principal da cidade.

A Catedral Basílica de Puebla é a sede da arquidiocese de Puebla. Também conhecida como Catedral da Nossa Senhora da Imaculada Conceição, foi construída em diversas etapas nos séculos XVI e XVII (de 1575 a 1649) pelos Reis Felipe II, Felipe III e Felipe IV da Espanha.

É uma das principais atrações turísticas da cidade de Puebla, segundo o site Tripadvisor, destacando-se pela beleza tanto interior quanto exterior.

A poucas quadras do Zócalo, está o Templo de Santo Domingo, que por si só não tem muito de especial. Entretanto, ele dá acesso para a Capela da Virgem do Rosário, espetacular, indescritível, conhecida também como Casa de Ouro ou como a Oitava Maravilha do Mundo.

Passeamos, então, pela conhecida “Calle de los Dulces” (Av 6 Ote), com diversas lojas vendendo doces poblanos  até o Mercado El Párian, onde finalizamos nossa viagem.



O Mercado de Artesanato “El Párian” é uma rua ladrilhada rodeada por diversas lojinhas de artesanatos, doces típicos, roupas, etc.

Às 18hs, retornamos para a Cidade do México.

Para quem vai ficar mais tempo em Puebla, há ainda diversas atrações interessantes para visitar, tais como:

a) Parque Paseo del Teleférico;
b) Iglesia de Tonantzintla;
c) Museu Amparo;
d) Zoológico Africam Safari;
e) Cuexcomate – um gêiser inativo (o menor vulcão do mundo).

Dia 3

O terceiro dia na cidade do México foi muito intenso. Um casal de amigos mexicanos, Hermilo e Judith, veio nos buscar no hotel e nos levou para visitar diversos pontos turísticos da cidade.

Começamos o dia caminhando até o centro histórico.

Recomendo gastar 1 ou 2 dias no centro histórico da cidade do México. São muitas as opções de atrações, incluindo museus, palácios, catedral, etc. A entrada na maioria dos museus na cidade do México é franca.  



Tomamos café na Sanborns Los Azulejos, conhecida como Casa de los Azulejos. É um belíssimo palácio construído na época colonial situado no calçadão da Av. Francisco Madero (esquina com a rua 5 de março). Como o próprio nome diz, o palácio é revestido de azulejos de cerâmica poblana. No térreo, há uma loja sanborns e um restaurante onde é possível tomar café da manhã. Como estávamos próximos ao dia dos mortos, o restaurante estava decorado com oferendas (bebidas e comidas que as pessoas gostavam quando ainda em vida). Além disso, pude experimentar o chamado “Pan de Los Muertos”, que achei doce, mas muito bom. Também recomendo o Ovo à Mexicana (sem chili).



Saindo de lá fomos ao edifício dos Correios. Entrada franca. Apenas uma parte do edifício pode ser visitada, mas, vale a pena uma visita para apreciar a beleza do interior do edifício.

A poucos metros dali, está o Palácio de Mineria. Logo na entrada são apresentados meteoritos que caíram sobre o território mexicano. Chegam a pesar até 15 toneladas. Impressionante! Imagine o estrago que podem fazer ao caírem com velocidade.



O Palácio de Mineria pertence à Faculdade de Engenharia da Universidade Nacional Autônoma do México – UNAM. É possível fazer visitas guiadas ao edifício nos finais de semana.

Mais informações:

Depois, fomos caminhando pelo calçadão da Av. Francisco Madero até a Plaza de la Constitución, onde está localizada a Catedral Metropolitana.

A Catedral é considerada uma das atrações mais interessantes do centro histórico. Construída sobre pirâmides, destaca  a supremacia da religião católica sobre os deuses astecas. Não deixa nada a desejar em relação às catedrais europeias. Na minha opinião, o que mais se destaca na Catedral são os seus órgãos gigantes na entrada e o altar.

Logo ao lado da Catedral está o Palácio do Governo. É um dos poucos palácios em que é permitida a visitação mesmo enquanto o Presidente está despachando no local.

É necessária identificação (passaporte, documento de identidade do México, etc.) para visitar o edifício. A entrada é feita pela rua lateral e não pela praça. O documento fica retido durante o período da visita. O visitante também deve passar por detectores de metais, o que é normal, considerando que se está entrando em um edifício do chefe da nação.

Mas, por que visitar o palácio do governo? No 2º piso ficam os interessantíssimos murais de Diego Rivera!


Os murais descrevem a época pré-hispânica da história do México, ou seja, como era a cidade do México antes da chegada dos espanhóis.

Além disso, tinha uma exposição de máscaras mexicanas (creio que temporária), que não pude visitar e uma exposição sobre Benito Juarez, um ex-Presidente do México que é considerado um dos heróis da pátria.

Nas proximidades da Catedral e do Palácio do Governo, há ainda o Templo Mayor, mas não tivemos tempo de visitar.



Seguimos, então, para a Torre Latinoamericana. Por 80 MXN, pude subir até o mirador que fica no topo da torre e que permite uma excepcional vista da cidade, mesmo quando o tempo está nublado. De lá, é possível visualizar, dentre outras atrações, a Basílica de Guadalupe, a Praça da Constituição, a Praça Alameda e o Palácio de Belas Artes.



Sobe-se de elevador até o 37° andar, onde já há um mirador e pode-se pegar um outro elevador para chegar até o 44° andar. A partir daí, é possível ir de escada até o ponto mais alto. Há restaurantes no topo da torre. Talvez seja interessante almoçar ou jantar tendo como vista a cidade do México.

Nossa última atração foi o Castelo de Chapultepec, onde fica o Museu de História do México. É uma das melhores atrações da cidade. Os adultos pagam 64 MXN e os idosos não pagam.

Há uma grande subida para se chegar ao Museu. É possível subir caminhando ou com um “trenzinho” (preço 12 MXN – ida e volta).

O Museu retrata diversos períodos da histórica mexicana. Há um destaque para os niños heroes, que defenderam o castelo, um colégio militar à época da invasão norte-americana.

Os jardins do castelo são lindíssimos e bem cuidados.



Merece destaque a vista que se tem da cidade e do bosque de Chapultepec a partir do Castelo.



Vale a pena dedicar um dia inteiro ao castelo.

Observações finais.

1. Esta foi a terceira vez que visito o México e posso afirmar que foi a mais especial. Pude desfrutar da hospitalidade de um casal de amigos e da prestatividade em geral dos Mexicanos. Confesso que foi uma das viagens em que mais me senti em casa.

2. O México conseguiu preservar mais a sua herança colonial que o Brasil, o que rende inúmeras atrações para o turista.

3. A comida mexicana é muito boa,e eu recomendo provar a Arrachera, uma carne mexicana deliciosa, e Guacamole. Entretanto, comê-la todo dia pode ser enjoativo, por isso, aproveite a imensa gama de restaurantes que a Cidade do México oferece. Em geral, acredita-se que a comida mexicana é sempre picante ( pelo menos essa é a impressão que se tem ao comer em algum dos restaurantes mexicanos pelo mundo à fora). No México, entretanto, as salsas picantes costumam vir separadas da comida principal. Portanto, você só come comida picante, se quiser. De qualquer forma, é bom sempre perguntar ao garçom...

4. Propina, no México, como em outros países de língua hispânica, não tem o mesmo significado que o nosso. Lá significa “gorjeta” e geralmente não vem incluída na conta. É praxe deixar 10% para o garçom.

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