Vancouver, Canada




Canadá é um país muito interessante para se visitar. Tem um povo muito educado (o atendimento é educado, mas impessoal – não vai ser um lugar em que você possa fazer amizades com os nativos de maneira fácil). As cidades são limpas e organizadas e tem um bom sistema de transporte público.






O nosso amigo Marco Patriota visitou Vancouver em 2014 e nos fez o relato que já publicamos (Leia aqui).  Em Outubro de 2015, foi a nossa vez de visitar a mais incrível cidade do Canadá e compartilhar com os leitores nossas experiências e dicas.


As atrações são caras. No Canadá, não existe almoço grátis. Tudo é pago, desde Museus até Estacionamentos (não vi nenhuma vaga para estacionar nas cidades que não fosse Zona Azul). Por isso, pense 2 vezes antes de alugar um carro no Canadá.

O imposto de valor agregado (VAT) incide por fora e, via de regra, incide “tax” sobre todos os produtos e serviços. Portanto, o preço do produto ou do serviço que lhe é informado nunca é o preço final.

Dia 1

Chegamos em Vancouver, BC, no Canadá, com um voo da Air Canada a partir da cidade do México.  O voo foi comprado com pontos do programa Mileage Plus da United Airlines, que pertente à Star Alliance, tal como a Air Canada. O voo dura aproximadamente 5 horas e meia.

A imigração no Canadá foi rápida, mas o oficial nos fez diversas perguntas, tais como, o que você pretende fazer no Canadá? Como vocês são relacionados (fui com o meu pai)? O que você faz no Brasil? Conhece alguém no Canadá? Pediu para ver o meu passaporte brasileiro (entrei com o meu passaporte português). A alfândega foi tranquila. Só entregamos um formulário preenchido.

Saindo do Aeroporto de Vancouver (YVR), que fica na região sul da cidade, pegamos um trem para Yaletown, estação mais próxima do nosso hotel na região central.

Nos hospedamos no hotel Bestwestern Plus Downtown Vancouver que fica na Drake St com a Grandville St.  Um hotel com excelente relação custo-benefício e bom atendimento. A reserva foi feita pelo booking.com e o paguei em torno de R$ 1.300 por 5 diárias sem café da manhã.  Os quartos são bons e há Wi-fi grátis. Além disso, o hotel oferece gratuitamente um shuttle para a região central (tem que fazer reserva) e também disponibiliza bicicletas por até 3 horas para os clientes.

A região é cheia de cafés e lojas de conveniência.  Um ponto negativo é que a Grandville St. é cheia de pedintes e mendigos, mas nada que se compare às cidades brasileiras.  O hotel mudou de nome, e provavelmente de administração. Chama-se GEC Granville agora.  Não posso afirmar se houve alteração na qualidade do serviço após esta mudança.

Dada a proximidade do hotel, nosso primeiro destino em Vancouver foi a Ilha de Granville. O hotel nos forneceu um ticket (só de ida) de Ferry para a ilha. Caminhamos até a estação David Lam Park e pegamos o barco da empresa False Creek Ferries. Uma agradável caminhada e uma rápida viagem de ferry que foi um aperitivo da belíssima cidade que começamos a conhecer.

A Ilha de Granville é famosa pelo seu mercado, pelas lojinhas e pela cervejaria, onde o turista pode fazer uma visita.  Acho que vale uma visita à Ilha, mas não foi o que mais encanta é a beleza natural e não as atrações da ilha propriamente dita.

Nós fomos almoçar no mercado, que estava lotado, e não achei a comida lá estas coisas. Era como se estivéssemos numa praça de alimentação de um shopping comum, ou seja, nada especial.  Visitamos algumas lojas, que não são baratas, e decidimos retornar ao centro de Vancouver.

Consulte o site granvilleisland.com para saber mais sobre a ilha. Há um mapa online com as atrações.



Pegamos um ferry de volta e um ônibus até o Canada Place, um importante ponto de referência no centro de Vancouver (nossa excursão para Victoria saía de lá), ao lado do Vancouver  Convention Centre



Fizemos uma caminhada pela orla nesta parte da ilha e o que mais se nota são os pousos e decolagens dos hidroaviões (Vancouver Harbour Flight Centre – Seaplane Terminal). Quem sabe numa próxima eu vou para Victoria de hidroavião?



Cansados após um dia de viagem e caminhada, retornamos ao hotel.

À noite, fomos almoçar no restaurante Ask for Luigi, um italiano na região de Gastown indicado por uma canadense que era guia do Vancouver Food Tours, que encontramos no caminho. Infelizmente, o restaurante estava muito lotado. E como era pequeno, não havia espaço para a espera. Desistimos e retornamos caminhando em direção ao Canada Place...




Uma incrível surpresa aconteceu... Resolvemos entrar no restaurante Old Spaguetti Factory (próximo ao famoso Relógio a Vapor de Gastown).  Simplesmente, excelente!
Excelente atendimento, excelente comida e excelente custo-benefício.



O restaurante italiano funciona sob o lema “It´s all included”, o que significa que, além do prato, o restaurante oferece pão, entrada, um sorvete delicioso de sobremesa e café e chá. A decoração do restaurante em Vancouver também é muito agradável. Trata-se, na verdade, de uma cadeia de restaurantes em várias localidades no Canadá, inclusive, Victoria e Toronto. Só não encontrei em Montreal. Não é um restaurante requintado, mas, considerando os preços no Canadá em geral, acho que é uma excelente opção. Recomendo!

Dia 2

No segundo dia, fomos em direção a North Vancouver, uma cidade/distrito ao norte do centro de Vancouver.

Começamos o dia, trocando dinheiro no TD Bank nas proximidades do hotel. A cotação era de 1,28 dólares canadenses por cada dólar americano. Para clientes não cadastrados, o banco limita o cambio a 500-600 dólares aproximadamente.



A primeira atração foi o Capilano Suspension Bridge Park. Há um Free Shuttle da região central para o Parque. Este Shuttle é bem conveniente, pois para ir de transporte público a partir do nosso hotel seriam necessários, pelo menos, 2 ônibus. Há dois trajetos: a Red Route (Canada Place, Hyatt Regency, Blue Horizon, Westin Bayshore) e a Blue Route (Century Plaza, Chateau Granville, Library Square, Pacific Centre Mall).



Para saber mais sobre o serviço de Shuttle (horários, trajetos, pontos de embarque), clique aqui.

Consegui no hotel um cupom de desconto de $3 CAD.

O ticket para a entrada custa $37.95 CAD para adultos. Saiba mais sobre outras tarifas, clicando aqui.

O parque, como o próprio nome diz, tem como atração principal uma ponte suspensa sobre o Rio Capilano. A ponte tem 140 metros de comprimento e 70 metros de altura em relação ao Rio.



Além da ponte suspensa, o parque tem outras atrações como o Cliffwalk, que é uma caminho ao longo de um precipício, proporcionando uma vista incrível. Há locais de parada para fotos.



Uma outra atração é o caminho na floresta e sobre as árvores (Treetops Adventure).  

Na entrada, há Totens para ilustrar a cultura das populações tradicionais do Canadá, chamadas por lá de “First Nations”.

Para quem gosta de natureza, o parque é um passeio muito agradável, apesar de o preço ser um pouco caro para os nossos padrões. É uma atração interessante também para as crianças.

Após o parque, fomos à Grouse Mountain, que é um centro de atividades em uma das regiões mais altas da cidade. Para chegar lá, descemos até a Ridgewood Rd e pegamos o ônibus #236, cujo ponto final era a entrada do Resort.

Os ingressos da Grouse Mountain também não são baratos. A admissão simples para adultos custa $ 43.95 CAD. Várias atrações são cobradas à parte.

Para saber mais, clique aqui.

Compramos um ticket que era a admissão simples + peak chair.

No guichê, fomos informados que, em função da manutenção de um dos bondinhos, havia uma fila de 3 horas para a descida.

Bom, como estávamos na chuva, era para se molhar...então, fomos mesmo assim.

A fila para o Skyride (bondinho em funcionamento) que dá acesso à parte mais alta, entretanto, não era longa...



Começamos, então, a ter uma incrível vista panorâmica de Vancouver.... São 1.250 metros de altitude.

Dentre as atividades da Grouse Mountain, podemos citar:




a) peak chair – um teleférico (de cadeira) que te leva a uma parte ainda mais alta da Grouse Mountain. Também proporciona uma vista incrível ..
b) hiking
c) tirolesa
d) turbina eólica – um elevador te leva até um deck de observação.




O que atrai muitos adultos e crianças são os ursos Grinder e Coola no seu habitat (devidamente cercados). No momento em que escrevo este post (janeiro/2016), eles estão hibernando e devem voltar à atividade só em abril.



Se quiser ver os ursos ao vivo, na sua caverna de hibernação (hibernation den), basta clicar aqui.

Terminando nossa visita à Grouse Mountain,  era hora de descer. Entretanto, tivemos que ficar na fila durante 1h30 min para pegar o Skyride na volta.

Vale à pena ir à Grouse Mountain? Acho que não. A vista panorâmica é muito bonita. O local é agradável. Entretanto, as atrações são todas pagas por fora e os preços não são baratos para os nossos padrões. A Admissão Simples te dá direito basicamente só à vista e a ver os ursos. Gastamos muito tempo em função desta atração, seja indo e voltando, seja aguardando na fila para descer de Skyride (1h30min). Recomendo para quem quiser ir visitar a Grouse Mountain, que observe o calendário de manutenção do teleférico. No período em que fomos (Outubro/2015), ainda não havia neve, não havendo, portanto, atividades de ski/snowboard, etc. Talvez no inverno seja mais legal.

Pegamos o ônibus #236 que tem como ponto final a estação de Seabus, em North Vancouver.

O Seabus é um ferry de passageiros que liga a região central de Vancouver até North Vancouver. O trajeto dura aproximadamente 12 minutos. Para saber mais, clique aqui.



Após cruzar o Vancouver Harbour, chegamos à Estação Central, próxima à uma das pontas da Grandville St.  Já cansados, pegamos um ônibus ao hotel.

Para fechar o dia, fomos jantar no Pasta Basil Bar, na Davie St, bem próximo ao hotel. É um italiano onde o cliente pode montar a sua própria pasta e com preços bem razoáveis. Pagamos 23 CAD por duas pastas, uma taça de vinho e um refrigerante. O lugar é pequeno, temos que procurar vagas para sentar. A comida é saborosa. Acho que poderia melhorar um pouco a higiene/limpeza. A minha taça de vinho estava suja.

Dia 3

No terceiro dia, fomos a Victoria, capital da British Columbia. Contratamos o tour pelo Club Esl (também chamado Discover Canada Tours), pois era mais barato que as demais operadoras de turismo em Vancouver (Landsea Tours, Grayline).

Acordamos cedo, pegamos um ônibus, e fomos até o Canada Place, ponto de encontro de muitas empresas de turismo. Nossa operadora não pega os turistas no hotel, mas isso tem um lado positivo, pois não se gasta tempo buscando os demais.

Há um Starbucks no Canada Place, se você quiser tomar um café antes do passeio. 

Partimos às 7:20hs até o porto de Tsawwassen (40-50 minutos), onde ficamos aguardando o ferry para Victoria (BC Ferries). A viagem dura em torno de 1h30 minutos até chegar à ilha (Vancouver Island - não confundir com a região central de Vancouver).



Chegando ao Terminal de Ferries, ainda era necessário 30 minutos até o Victoria.
Nossa primeira parada foi no Fishermen´s Wharf. Um conjunto de residências e restaurantes flutuantes de onde partem barcos. Se quiser fazer um Whale Watching, este é o seu ponto de partida.



Em torno do meio-dia, nosso guia nos deixou em frente ao BC Royal Museum. Havia a opção e ir ao Butchart Gardens, mas isso tomaria praticamente o dia inteiro e gostaríamos, pelo menos, de ter um overview da cidade, o que não seria possível se fossemos visitar os jardins.

Fomos tentar visitar o parlamento, mas ele fica fechado aos sábados e domingos (era sábado). Uma terrível falha do nosso guia, que nos deu informação equivocada.


Fomos, então, ao BC Royal Museum, onde adquirimos um ticket combo (museu + cinema IMAX). Fomos assistir o filme Galápagos, no cinema IMAX (de tela gigante), sobre a evolução das espécies, extremamente interessante. Há outras opções de filmes disponíveis.



O BC Royal Museum apresentava uma exposição sobre o El Dorado, a busca pelo ouro, sobre o oceano e a vida marinha e sobre as “first nations”, os primeiros habitantes da British Columbia, sua língua e cultura.


Já estávamos com fome. Ao lado do museu, havia um restaurante da rede Old Spaghetti Factory.  Pagamos 45 CAD para 2 refeições com Chicken Parmegiana e Roast Garlic Chicken, com refrigerante, taça de vinho, acompanhando salada ou sopa, pão e sorvete (It´s all Included).

Às 17.20hs, iniciamos nosso retorno para Vancouver. Chegamos à cidade em torno das 21:30hs.

Victoria foi uma agradável surpresa. Acho que vale ficar pelo menos 2 ou 3 dias. Há várias atrações que não pudemos aproveitar num day trip. O estilo inglês das ruas e da arquitetura, combinado com a orla, foi muito agradável. Quanto ao Tour, acho que foi meramente um serviço de transporte. Houve pouca explicação sobre os lugares e informação equivocada sobre a visita ao parlamento.

Dia 4



No quarto dia, fomos visitar o Parque Stanley. É um parque urbano imenso, o maior do Canadá e o terceiro maior da América do Norte. É um parque muito frequentado por turistas, pedestres, famílias e ciclistas. Melhor de tudo, a atração é gratuita, coisa rara lá no Canadá!

Para chegar lá, pegamos o ônibus #19 na Pender St.  O nosso hotel fornecia transporte para o parque, mas era necessário agendar com antecedência.



Caminhamos bastante no parque. O ideal é alugar uma bicicleta para explorá-lo.

Só para que o leitor tenha ideia, o parque é rodeado por 8,8 km de um caminho margeando o mar (Seawall).   Tem lagoas e aproximadamente meio milhão de árvores. 



Duas interessantes atrações são o Vancouver Aquarium e os totens das “First Nations”. No dia, era um domingo, estava acontecendo uma meia maratona e o parque estava muito movimentado.


Terminando nossa visita ao parque, fomos fazer algumas compras. Fomos ao Walmart Supercentre, que fica ao lado da estação Rupert do Skytrain, quase próximo a Burnaby. 

O supermercado foi muito indicado por brasileiros que moram ou estudam em Vancouver. Mas, não é nada mais que um supermercado grande com alguns outros utensílios. Na região central de Vancouver (downtown), não é muito fácil encontrar supermercados deste porte.

Retornando a downtown, fomos experimentar o Urban Fare da Alberni St. (de tanto ver uma propaganda que passava na TV do Hotel).  O Urban Fare é um supermercado mais sofisticado com uma pequena praça de alimentação. Você monta seu prato, pega a bebida e paga. Almocei salmão, com salada grega e purê ($10 CAD).

Apesar de barato para os padrões locais, o local deixou um pouco a desejar. As mesas estavam sujas (com restos de comida), a comida (fria) era razoável e o vinho que tomei ruim.

Não fizemos mais muita coisa neste dia.

Dia 5



No último dia em Vancouver, fomos visitar o Queen Elizabeth Park, que fica na região sul da City of Vancouver (South Cambie). Pegamos o ônibus #50 num ponto ao lado do hotel.

Dica: Ao pegar ônibus, é bom levar moedas, pois eles não aceitam notas de dólares canadenses (CAD). É possível também comprar um talão de tickets de ônibus (10 tickets de ônibus por 21 CAD) no 7-Eleven.




O Queen Elizabeth Park também é bem grande e bonito. A entrada é gratuita. Para quem gosta de caminhar, é um local muito agradável. 



Os jardins são muito bem cuidados.   




Dentro do parque, há o The Bloedel Conservatory, um ambiente controlado com mais de 200 pássaros exóticos, 500 plantas exóticos e plantas.

A entrada ao Conservatory não é gratuita. Os preços dos tickets e os horários de abertura podem ser consultados aqui.



No parque, também há um restaurante (Seasons in the Park) bem avaliado no Trip Advisor.

Saímos pelo outro lado do parque e pegamos o ônibus #3 na Main St. com destino a downtown.




Descemos próximos ao Sun Yet Sen Park e visitamos o agradável parque em Chinatown. Ao lado do parque, havia o Chinese Garden.

De lá caminhamos até o Crab Park. O local é uma pequena praia e um parque onde não é permitido pescar “crabs”.


De lá fomos caminhando até o Canada Place. Entretanto, pegamos uma rua errada (a rua de baixo) e tivemos que subir por uma entrada de serviço.



No Canada Place, está o FlyOver Canada que custa 20,95 CAD. Trata-se de um voo virtual pelas principais paisagens do Canadá. Tem duração de 15 minutos.  Não é tão realista quanto os simuladores da Universal Studios. Não se usa óculos 3D. As paisagens são bonitas, mas acho que o custo-benefício do brinquedo não é tão favorável assim.

Almoçamos um hambúrguer no Carls Jr. e retornamos ao hotel.

Fechamos nosso último dia, jantando novamente no Old Spaguetti Factory de Gastown. De novo, o atendimento e a comida foram excepcionais.  

Hora de retornar ao hotel. No dia seguinte, voamos para Montreal.
Vancouver foi a melhor cidade que visitamos no Canadá. O clima é agradável, a beleza natural é excepcional e as pessoas são muito educadas e amigáveis. Se tiver bom condicionamento físico, pode substituir o ônibus pela caminhada ou pela bicicleta.  Os preços dos serviços na cidade também não são tão caros quanto os da costa leste.
 Acho que vale à pena passar, pelo menos, 5 dias em Vancouver para aproveitar todas as atrações. Se desejar fazer o passeio da Rocky Mountains, deve adicionar mais três ou quatro dias. Este passeio costuma ficar disponível até o final de setembro. Como fomos no final de outubro (2015), não foi possível fazê-lo.




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