Yangon, Myanmar



Relatos de Viagem a Yangon, Myanmar

Assim foi minha visita a Yangon! Surpresa e encantamento!

Yangon (antigo nome Rangoon) é a cidade mais populosa de Myanmar (antiga Birmânia) com 5 milhões de habitantes e é também a cidade economicamente mais importante do país. Foi capital até 2006, quando a junta militar que governava o país resolveu realocar a capital para Naypyidaw.

Já saindo do aeroporto de Yangon (RGN), encontramos uma cidade grande, com muitos carros e algumas construções modernas, contrastando com a ideia que eu havia feito da cidade.  

Myanmar exige visto de turismo para Brasileiros e, para entrar no país, tiramos o visto online, cujas orientações estão aqui.

Myanmar passou por um período de democratização recente, com destaque para a atuação de Aung Sang Suu Kyi, líder da Liga Nacional para a Democracia e filha do General Aung San, que teve um importante papel na independência da Birmânia do Império Britânico. Ele foi assassinado em 1947, quando Aung Sang Suu Kyi tinha apenas 2 anos. Aung Sang Suu Kyi foi condecorada com o Prêmio Nobel da Paz em 1991, mas não pode recebe-lo naquela data. Ficou sob prisão domiciliar por muitos anos. A junta militar que governava o país deixou formalmente o poder em 2011, mas ainda continua a exercer forte influência no país.

Demoramos aproximadamente uma hora para chegarmos em nosso hotel (Best Western Chinatown) por causa do congestionamento. Pagamos 9000 kyats pelo trajeto. Já próximo ao hotel pudemos observar as ruas de terra, esgoto a céu aberto, lixos na rua. Mas, ainda assim, não era o que eu tinha imaginado!

O Hotel Best Western Chinatown está localizado no bairro de Chinatown. Na região do hotel, há um bom comércio, com lojas de conveniência, farmácias, barracas de rua, etc. O atendimento é bom, mas, achei que os funcionários não sabiam orientar muito bem quanto a passeios e opções turísticas. Os quartos (instalações) são bons, mas no que fiquei a janela dava para uma parede. O barulho externo, oriundo de sons/músicas religiosas, é alto e costuma ocorrer até as 21hs.

Por já ser noite, optamos apenas por jantar e descansar. Fique atento, pois  todos os restaurantes fecham cedo. Jantamos no Restaurante Shan Yo Yar e esse não era exceção! O último pedido para a cozinha deveria ser feito até as 21.30hs. A comida era local, com excesso de pimenta e as sobremesas haviam acabado.

1° dia

Dia de conhecer a cidade!

Contratamos uma van para nos levar aos principais pontos turísticos da cidade. O motorista, que fazia as vezes de guia (ele foi honesto, nos disse que não era guia, embora conhecesse muito dos pontos aos quais nos levou), escolheu o itinerário.



Primeira parada: Shwedagon Pagoda

Vou exagerar nas fotos para que elas falem por mim. A Pagoda é fantástica, indescritível... na verdade, me faltam adjetivos para descreve-la!





Logo na entrada existem pessoas que cuidam dos seus sapatos e, “em troca” , você compra umas flores para oferecer ao buda.

O acesso custa 8000 kyats por pessoa e se dá por escada rolante ou elevador.



Esse complexo de aproximadamente 2500 anos possui uma estupa central dourada folheada a ouro e com aproximadamente 4500 diamantes encrustados no topo  dos seus 95 m de altura. Em volta da estupa estão 64 pequenas pagodes. Essa enorme estupa, em formato de sino, pode ser vista de qualquer lugar, tanto da Pagoda como da cidade, principalmente à noite quando fica iluminada.

Como todas as Pagodas, existem 4 entradas, mas independente de qual você escolher, não terá erro, encontrará um caminho circular!  Apenas atente-se ao fato que a visita deve ser feita no sentido horário.


Shwedagon é também o principal sitio religioso de Myanmar pois acredita-se que lá existam relíquia dos 4 Budas, como por exemplo, 8 fios de cabelo do buda Siddharta. Os turistas a visitam pela sua grandiosidade e beleza única, mas, os Birmaneses vão para rezar, prestar homenagem aos Budas, agradecer aos Nats e livrar -se do mau Karma.

Para esse renascimento, além das orações, são feitas muitas oferendas de frutas, flores, e incensos (esses para invocar os espíritos). É bastante comum também o Ritual da Lavagem do Buda. Não deixe de faze-lo!!





Você deve encontrar o Buda do dia da semana do seu nascimento (cuidado: a quarta feira possui 2: o da manha e o da tarde) e despejar uma caneca de água nele por 7 vezes!

No mesmo complexo existem inúmeros templos e estupas menores. Reserve no mínimo meio dia para essa visita.

Essa Pagoda, na minha opinião, é tão bonita quanto o Royal Palace de Bangkok, entretanto, tem muito menos turistas e você consegue sentir o clima de paz e harmonia no local. Você pode rezar tranquilamente ou mesmo meditar sem ser incomodado. Pudemos ver inúmeros locais fazendo lanches com a família dentro do complexo e monges fazendo suas orações. Achei isso sensacional! Para mim, essa combinação de beleza e paz torna Schwegadon a Pagoda mais bonita que já conheci (ultrapassou a Tailandesa que era minha preferida).



Como nosso tempo era curto, passamos para o próximo destino, mas, alguns do nosso grupo iriam voltar a Shewgadon no dia seguinte para aprecia-la durante a noite e curtir um pouquinho mas dos bons fluidos e energia do local.




Chegamos ao Kandawgyi Nature Park, uma área com vários bares, restaurantes simples e o imponente Karaweik Palace, no lago de mesmo nome.

Esse palácio, construído em formato de barco real, funciona hoje como um restaurante. É claro que aproveitamos para almoçar lá! Durante o almoço pudemos presenciar show de marionete e musica local. Durante o jantar há um show típico. O menu possuía comida local e internacional. Saborosa e preços razoáveis, mas, a cozinha também fecha cedo. Não nos avisaram e ficamos sem sobremesa de novo!




Demos uma volta no lago o que nos rendeu fotos lindíssimas.




Logo após o almoço passamos por Chaukhtatgyi, o templo em que fica o maior Buda reclinado de Myanmar. Ele tem 55 metros e estava sendo restaurado. É interessante, mas, nesse caso, o de Bangkok é muito mais impressionante com seus pés de madrepérola. Vale a pena passar por lá? Se tiver tempo sim!




Nosso guia fez questão de nos levar ao recém inaugurado  Myanmar Plaza. Um shopping center, com 3 andares e lojas de marca internacional. Bastante comum para nós mas, motivo de orgulho para eles!

Finalizamos o dia passando em frente ao Inya Lake, local para se fazer atividades física e se apreciar o belo por do sol de Yangon.

2º dia

Decidimos caminhar pelas ruas de China Town para ter um visão melhor da realidade local. Confesso que andar pelas ruas de Yangon não foi uma experiência muito agradável! As calçadas são irregulares, os esgotos correm em vales, há ruas de terra com muito lixo acumulado e o calor é forte!




Seguimos em direção ao Bogyoke Market, principal mercado da região. Nele você encontra muitas joias, pedras preciosas, artesanato local e tecidos.

Infelizmente nada me chamou a atenção! Os tecidos eram grosseiros e as joias tinham um design um tanto antigo, pesado e rebuscado. Além disso, não tínhamos como saber se eram verdadeiras ou não. Preferi não arriscar!

Uns 3 quarteirões para a frente, virando à direita, encontramos a Sule Pagoda. A entrada custa 4000 kyats e mais uma “doação” de uns 1000 kyats para deixar os sapatos.



Vale a pena? Talvez se a tivéssemos visitado antes de conhecer Shwedagon. Mas depois, deixou a desejar! Com uma estupa central e alguns templos ao seu redor, encontramos muitos locais fazendo suas preces, entretanto não havia nenhum atrativo extra.



Logo ao lado da Sule Pagoda há um agradável jardim com homenagem ao General Maha Bandula, que lutou contra os Britânicos na Primeira Guerra Anglo-Birmanesa (1824-1826).




É o Maha Bandoola Garden ou Maha Bandoola Park. No centro, há um obelisco à Independência. Paramos para nos refrescar um pouco na sombra e seguimos caminho pela avenida costeira (Strand Road).

Minha intenção era acompanhar o rio Yangon, mas não dá. É uma avenida grande, sem qualquer vista para o rio, mas, para nossa felicidade, encontramos um Tony Roma´s, excelente cadeia norte americana que possuía um menu de almoço com um belo bife sem pimenta!




Após o almoço seguimos a Strand Road em direção a um Templo Chinês: Kheng Hock Keong, que vale uma visita rápida caso esteja nas imediações.

Havíamos ouvido falar de um trem de linha (Yangon Circular Train), circular, cujo trajeto dura 2h40min e nos daria a oportunidade de ver como a população local vive... fomos até a estação central pegar o tal trem. A passagem custou 300 kyats por pessoa. Diria que foi interessante... mas descemos logo pois o calor era forte e não teríamos paciência para a volta completa.




Em 4 estações mais ou menos já tínhamos tido a oportunidade de vivenciar o que queríamos e optamos por descer na estação próxima ao Shopping Junction Square onde compramos alguns queijos e vinhos para o jantar.




3º dia

Pegamos o voo de em direção a Bagan.

Talvez devêssemos ter ficado mais um dia, pois faltaram algumas atrações que pareciam interessantes:

- National Museum

- People's park

- Geiu Museum

- Boguoke Aung Sau Museum





De qualquer forma, recomendo uns 2 ou 3 dias nessa cidade em desenvolvimento mas com um povo muito hospitaleiro e alegre.


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