Relatos de Viagem: Lençóis Maranhenses



Quem nunca ouviu falar dos famosos Lençóis Maranhenses? Resolvemos aproveitar o feriado de Corpus Christi para conhecer esta belíssima região do Brasil.

Contratamos todos os passeios e o translado do aeroporto para Barreirinhas/MA com a agência São Paulo Ecoturismo. A equipe da empresa é muito atenciosa e responde rapidamente aos e-mails.

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses abrange três municípios: Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz. O município de Barreirinhas é o que tem a melhor estrutura para os turistas (hotéis, restaurantes, mercados, lojas, agências de turismo, etc.).

O translado até Barreirinhas custa 400 reais por carro, cada trecho. No aeroporto existe um balcão da Coopertaxi que informou que o valor oficial seria 700 reais, mas que poderíamos negociar com o taxista. Portanto, na dúvida, contrate com antecedência! 

Durante o dia, existem os transfers coletivos, muito mais baratos, mas com horários predeterminados. A própria agência São Paulo Ecoturismo pode reservá-lo.

A viagem dura 4 horas, por uma estrada não muito boa. Por isso, não tenha pressa! É uma viagem cansativa que fizemos de madrugada após 2 horas de voo. Talvez fosse mais interessante dormir em São Luis antes de viajar.





Ficamos na pousada Encantes do Nordeste. Aparentemente uma das melhores da região, mas um tanto rústica para nós. É um pouco distante do centro da cidade.  

Muito Cara! Foram 1737 reais por 4 diárias para 3 pessoas, com café da manhã.

Parte externa (decoração) da Pousada é muito bonita. Tem uma rede de dormir e uma cadeira na entrada de cada chalé. O interior do chalé, entretanto, deixa a desejar. Os quartos são pequenos, a terceira cama é desconfortável e o quarto tem um pouco de cheiro de mofo. Porta do banheiro empenada, não fechando direito e chuveiro com jato voltado pra parede. Um amigo reclamou que a TV não funcionava. 

O wifi do hotel não funciona nos Chalés, mas apenas no Lobby e na Sala de TV, que fica ao lado. 

O café da manha é gostoso, com opção de tapioca e omelete. Tem frutas e bolos variados, além de sucos e pães. Entretanto é o mesmo todos os dias. 





Os funcionários da pousada são muito atenciosos! Tanto os do café da manha quanto os da recepção. 

De qualquer forma, eu procuraria outra opção de hospedagem.

Dia 1. Lagoa Azul

No primeiro dia, fomos ao principal passeio turístico da região. Fomos conhecer uma parte do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.






Um carro Toyota Bandeirantes adaptado com bancos (uma jardineira) nos pegou no hotel e fomos em direção ao centro da cidade. Há três fileiras de bancos na parte de trás do veículo, que é aberto para os passageiros.





Atravessamos o Rio Preguiças em uma balsa. A travessia é rápida (5 min) mas, gasta-se um tempo aguardando sua vez na balsa. Por razões de segurança, os veículos sobem primeiro e depois, os passageiros à pé. Na saída, os passageiros descem primeiro.

O Rio Preguiças margeia a cidade de Barreirinhas e desemboca no Oceano Atlântico. No centro da cidade, há uma pequena orla agradável para os turistas, onde estão alguns poucos restaurantes, lojas e bares.

Após a travessia, seguimos por aproximadamente 1 hora por uma trilha de areia fofa. O carro chacoalha bastante. Cuidado com os galhos!

Pronto! Chegamos... subimos a primeira duna e já pudemos visualizar a lagoa da Preguiça.





O local é simplesmente belíssimo, uma das maiores maravilhas do Brasil e talvez, do mundo.

Na verdade, a “lagoa” é formada pela água da chuva e dos lençóis freáticos. Por isso, a melhor época para conhecer a região é de abril a julho, quando há mais chuvas e as lagoas ficam mais cheias e bonitas.

Não há infraestrutura no local. Nenhuma barraquinha vendendo água, refrigerante ou comida. Havia apenas um sorveteiro, porém, o sorvete era muito ruim! 

Por isso mesmo, antes de partir, os passeios costumam parar num mercadinho para que os turistas possam se abastecer de comidas e bebidas.

Tivemos sorte porque o céu estava um pouco nublado. Sim, por aqui eu chamo isso de sorte, pois o sol é inclemente, reflete na areia branca das dunas e você não tem nenhuma sombra disponível e apenas pode beber a agua que você levou, que no final do passeio já virou um “chá” de tão quente.

Visitamos 4 lagoas: Preguiça, Azul, Esmeralda e da Paz. Gostamos mais dessa última, pois estava mais cheia (aprox. 1.50m de profundidade).






No retorno, no local onde aguardávamos a chegada a balsa para cruzar o rio, diversas banquinhas de tapioca e de café estão montadas às margens da rua. Aproveitei para provar uma de carne seca. Deliciosa! Há também lojas de souvenirs e artesanatos da região.

À noite, cansados resolvemos jantar no Bambaê, restaurante do hotel, que fica às margens do rio Preguiças. Provamos carne de sol com macaxeira e uma peixe, acompanhados do vinho Santa Helena Cabernet Merlot. A comida estava boa e os preços razoáveis, mas muitas opções do cardápio não estavam disponíveis. No restaurante, há couvert artístico (R$ 7,00 por pessoa).

Hora de descansar.

Dia 2. Passeio para Caburé

No nosso segundo dia, passeamos de barco pelo Rio Preguiça e seus igapós/igarapés. O barco era de alta velocidade, conhecido como voadeira, em que cabem 24 pessoas, incluindo o motorista.




O barco veio nos buscar no píer do restaurante Bambaê, do hotel, o que foi muito conveniente.




A primeira parada foi num local chamado Vassouras, após 40 minutos navegando no Rio Preguiça. O local tem pequeno comércio e uma região com dunas e pequenas lagoas. Permanecemos no local por 50 minutos.





A segunda parada foi em Caburé, um vilarejo de pescadores, que fica na foz do rio Preguiças. O mar fica a uns 5 minutos de caminhada da nossa parada. A praia é agradável, mas o tráfego de quadriciclos e outros veículos põe em risco pelo menos a tranquilidade dos banhistas. Alguns passam em alta velocidade.





Almoçamos no restaurante Cabana do Peixe. O peixe é delicioso, mas eles são um pouco enrolados no atendimento. Recomenda-se reservar o prato com antecedência. 
Custa 80 reais o prato para 2 pessoas. Não deixe de provar a cocada, que também é muito gostosa.






Nossa terceira parada foi no povoado de Mandacaru onde fica o farol marítimo. Infelizmente, não foi possível visitar o farol que está interditado para reformas. A tocha olímpica irá passar por ali. A parada foi de apenas 20 minutos, pois o povoado só tem algumas lojinhas de artesanato e sorvete.





Retornamos para o hotel em torno das 16 horas.




À noite, fomos ao centro de Barreirinhas, onde existe um pequeno comércio, uma orla às margens do Rio Preguiça e alguns restaurantes, como o Bambu e o Canoa.





Jantamos no Bambu, o primeiro no ranking do Tripadvisor. Provamos o Camarão no Abacaxi. A comida estava razoável, mas o Abacaxi era só um recipiente.

Não gostei do atendimento. Falta iniciativa para os atendentes. Por exemplo, serviram uma coca-cola zero vencida. E demoraram pra trocá-la e só o fizeram porque cobramos os garçons.

Dia 3. Passeio de Boia e Lagoa Bonita

Durante o período da manhã, fizemos um passeio de Boia no Rio Formiga. O trajeto até o rio é por uma estrada de terra bem acidentada. Prepare-se para chacoalhar. Aproximadamente uma hora de sacolejo.





Após o sacolejo, é hora de relaxar. O passeio é muito agradável, acho que seria bom fazer um destes toda semana. A descida do rio dura aproximadamente 1 hora. Monitores ficam auxiliando a descida, evitando que os grupos se misturem e que as boias fiquem presas/paradas nas margens do rio, onde há vegetação.





A parada final é num local chamado Cardosa, onde o nosso veículo nos esperava.





Retornamos pra cidade em torno das 12h30. Nem chegamos a voltar à pousada. Almoçamos num restaurante por kilo - o gaucho (era o único aberto naquele horário). Restaurante bem simples R$43 o kilo.





Aproveitamos para dar uma volta na cidade enquanto aguardávamos o horário do nosso passeio para a Lagoa Bonita, que também fica no Parque Nacional, mas a entrada é por um outro ponto distante do que fomos no primeiro dia. A agência de turismo São Paulo Ecoturismo tem uma estrutura com banheiro, água, redes, onde os clientes podem aguardar.

Levamos aprox. 1 hora para chegar até o Parque Nacional, nas prox. da Lagoa Bonita. Também tivemos que pegar uma outra balsa para cruzar o rio preguiças.




Na chegada, tinha um ponto de apoio que vendia tapioca, artesanato, castanha de caju e café. É muito comum vender café na mesma banquinha de tapioca.

Agora é subir uma duna de 50 metros. Prepare suas pernas e seus joelhos. Tem uma corda para auxiliar a subida. A dica é subir tranquilamente, sem pressa, e usando as pegadas da frente como se fossem degraus de uma escada.


Chegando lá em cima, a vista é espetacular. Um dos locais mais indescritíveis do nosso planeta. As fotografias não conseguem retratar este encanto da natureza. Dunas móveis, diversas lagoas e a restinga (vegetação) que suporta e delimita as dunas. Este passeio é bem melhor que o da Lagoa Azul!




A novela O Clone chegou a ser filmada nesta parte do Parque bem como um episódio da Série “Largados e Pelados” (Discovery Channel). O vídeo do episódio está no YouTube (clique aqui).





Nosso guia nos levou a uma lagoa mais tranquila à esquerda da Lagoa Bonita, que não estava muito cheia, e sem outros turistas. Aproveitamos 50 minutos no local. Depois, saímos em caminhada para conhecer as demais lagoas.




Ao final, fizemos uma parada para apreciar o por do sol, onde muitos turistas também aguardavam este espetáculo da natureza.





À noite, fomos jantar no Bambaê novamente. Acabamos comendo só petiscos. Isca de Peixe e Carne de Sol com macaxeira acompanhados, novamente, do vinho Santa Helena (Cabernet Merlot). Conta: R$200,00 para 4 pessoas.

Dia 4.  Retorno

Aproveitamos para dormir até mais tarde neste dia de retorno.



Um amigo acordou cedo para fazer um sobrevoo pelos lençóis maranhenses pela empresa aérea AVA (www.voeava.com.br). A empresa é familiar e dispõe de duas aeronaves monomotoras de 3 e de 5 passageiros.  A duração do voo é de 30 minutos e a empresa busca e traz os passageiros no hotel. O preço do sobrevoo é de R$ 300,00. É necessário agendar com antecedência.




No domingo, foi dia de retornar para São Luis/MA e pegar o voo pra casa, levando conosco a lembrança deste espetáculo da natureza que é o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. 

Até a próxima viagem! 

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