Relatos de Viagem: Budapeste - 2



Dia 2.

Tomamos café no hotel e decidimos visitar a região de Buda. Buda é a parte ocidental de Budapeste localizada na margem direita do Rio Danúbio.

Diferentemente de Peste, que é uma região plana, a região de Buda é repleta de colinas. É lá que localizadas algumas das principais atrações da cidade, tais como, o Castelo de Buda, a Citadela, o Bastião dos Pescadores e a Igreja Matias.






Foto: escadas rolantes profundas que levam às estações de metrô.

Pegamos a linha M2 do metro na estação Kossuth Lajos Tér e fomos até a Déli Pályaudvar.  Para nós, este parecia ser o jeito mais conveniente de explorar a região de Buda. Pelo mapa, achávamos que não precisaríamos subir muito as colinas de Buda para chegar às atrações.




Ledo engano! Chegamos só ao outro lado da colina. De qualquer forma, salvo se tivéssemos tomado um taxi ou uber, ainda foi a forma mais conveniente para chegar até às atrações.




Atravessamos o parque Vérmezö e logo começaram as escadarias. Subimos dois lances de escadas até chegarmos ao Hospital in the Rock – Nuclear Bunker.

Valeu a pena! Simplesmente incrível! Não deixe de incluir esta atração nos seus roteiros!




São feitas apenas visitas guiadas, disponíveis em inglês e húngaro.

Os tours completos duram aproximadamente uma hora e abrangem o hospital da 2ª. guerra mundial e o nuclear bunker criado na época da guerra fria. Não é possível, infelizmente, tirar fotos durante a visita. A temperatura interna é de aproximadamente 15°C, portanto, é recomendado trazer agasalhos ou pegar as mantas que são emprestadas gratuitamente aos visitantes.




O hospital foi construído a partir dos anos 1930, aproveitando-se as cavernas naturais situadas abaixo do Castelo da Colina de Buda. O sistema de cavernas naturais chegou a ser reforçado e convertido num refúgio contra ataques aéreos, com o início da 2ª. Guerra Mundial e só posteriormente se tornou um posto de ajuda média e um hospital de emergências cirúrgicas.

Sua utilização como hospital foi mais intensa no período do Cerco de Budapeste (1944-1945). O hospital dimensionado para 60-70 pacientes chegou a ter até 600 soldados feridos. Houve falta de medicamentos, alimentos, água em determinados períodos e é interessante ver o esforço dos médicos e enfermeiros para tentar contornar este problema.

Havia relatos de que os médicos/enfermeiros saíam do hospital subterrâneo para colher neve na parte externa e fazer água. Houve reutilização de suprimentos que eram retirados de pacientes mortos e esterilizados para utilizar em novos pacientes.

Após a Segunda Guerra Mundial, o hospital foi novamente utilizado somente durante a revolução húngara de 1956, uma revolta popular contra as políticas da República Popular da Hungria e da União Soviética. Neste período, revolucionários, civis e vítimas das tropas soviéticas foram todos tratados no hospital.

A partir de 1960, no auge da Guerra Fria, o hospital foi expandido para se tornar o único bunker nuclear secreto da Hungria. Ainda bem que não precisou ser utilizado nesta função.

O visitante poderá ver os equipamentos, instrumentos, camas, centros cirúrgicos, todos originais e alguns ainda podem ser utilizados. Vale a pena!




Após o Hospital-Bunker, fomos visitar o Museu de História Militar.

É um amplo museu que expõe roupas, armas, uniformes e exposições relativas à história militar do país. Havia, inclusive, uma exposição específica sobre a participação da Hungria na 1ª. Guerra Mundial (1914-1919).

Infelizmente, quase todas as informações estavam exclusivamente em húngaro, muito pouca coisa em inglês, o que o torna um pouco desinteressante para os estrangeiros. 

Para os húngaros, imagino que deva ser excepcional!




Deixamos o museu, passamos pela Torre da Igreja de Maria Madalena. A igreja franciscana foi construída no século XIII, mas foi severamente destruída na 2ª. Guerra Mundial. Apenas a torre foi restaurada.

Uma observação: a torre é visível desde lá embaixo no parque Vérmezö.



Seguimos em direção ao Bastião dos Pescadores, que fica ao lado da Igreja Matias.

É possível visitar a Igreja, a Torre da Igreja e o Bastião dos Pescadores. Os ingressos são vendidos num guichê em frente às atrações. 


Decidimos visitar somente o Bastião dos Pescadores.




O Bastião dos Pescadores (Halaszbastya) é um terraço situado em Buda que proporciona uma vista panorâmica da cidade, incluindo o rio Danúbio, suas pontes e o Parlamento Húngaro. 





É considerada uma das principais atrações de Budapeste segundo o Tripadvisor. É composto por diversas torres, como a indicada na foto. 






No terraço, há também um restaurante. A entrada custa 800 florins húngaros.




Na idade média, a região abaixo do Bastião era habitada por pescadores, que vendiam o produto da pesca na praça em frente à igreja Matias. A aliança dos pescadores era responsável pela defesa dos muros que ficavam no lugar das torres de visualização atuais. 

A estrutura atual foi construída no século XIX (1895-1902) em comemoração aos 1000 anos de fundação do estado húngaro. As 7 torres homenageiam os 7 líderes das tribos que fundaram a Hungria no ano de 895 e há ainda uma estátua do Rei Santo Estevão, que foi o primeiro Rei da Hungria, conforme falamos anteriormente.




Descemos pela rua Hunyadi János em direção à Ponte Széchenyi Lánchíd sobre o Rio Danúbio e retornamos ao hotel.





À noite, fomos jantar no restaurante italiano Vendetta, também na região central de Budapeste (Distrito V). Comi bruschetta e risoto de espinafre. Estava delicioso, mas não gostei muito do atendimento. 


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