O que fazer em Pirenópolis, Goiás?




No post anterior, passamos algumas dicas básicas sobre Pirenópolis, a princesa dos Cerrados. Hoje, vamos falar sobre as principais atrações da cidade.

Logo no portal de entrada da cidade, você encontra um centro de informações turísticas. Aproveite para pegar um mapa (veja aqui) e ter algumas informações sobre a cidade. 



Portal da Cidade de Pirenópolis e Centro de Informações Turísticas

Pirenópolis é uma cidade histórica que oferece diversos atrativos ao turista, como museus, lojas de artesanato, igrejas, além de poder apreciar a belíssima arquitetura colonial, ainda preservada. 

Mas quem vai a Pirenópolis não pode deixar de aproveitar suas cachoeiras e trilhas.


As Cachoeiras



Cachoeira na trilha 2 da Reserva do Abade

Pirenópolis tem muitas cachoeiras cadastradas, com as mais diversas características.

Algumas não possuem infraestrutura, como é o caso da Cachoeira dos Dragões, que fica dentro de um mosteiro. Não possui lugar nem para comprar água e outras, como a dos Pillares, que tem um excelente restaurante segundo o TripAdvisor.

As 5 principais cachoeiras de Pirenópolis são:

1. Cachoeiras do Abade

2. Cachoeira do Dragão

3. Cachoeira do Rosário

4. Cachoeira de Santa Maria e Lazaro (Reserva Ecológica Vargem Grande)

5. Cachoeira das Araras

Todas elas possuem acesso por estrada de terra, que pode chegar a 15km como o caso da dos Dragões (40km de Pirenópolis).

Fique atento! A maioria das cachoeiras fecha entre 16 e 17hs.

Algumas empresas oferecem transfer para as cachoeiras, mas achei os preços abusivos. Chegaram a me cobrar 130 reais pela entrada + transporte até a Cachoeira do Rosário. 

Um absurdo!

Infelizmente chegamos tarde no sábado e só tivemos tempo de conhecer uma única cachoeira e, por ser mais perto, optamos pela do Abade.

Ainda falando de natureza, é importante destacar a Fazenda Vagafogo. Parece ser um excelente lugar para passar o dia, com restaurante e opções de esportes de aventura.

Cachoeira do Abade


Cachoeira do Abade


Como não teríamos muito tempo, optamos por conhecer a cachoeira mais famosa: Cachoeira do Abade. Percorrendo os 17 Km até a cachoeira (10km de estrada de terra), você vai passar pela cachoeira dos Pillares à sua direita e pelo mirante Ventilador (9km do centro).

O mirante merece uma parada de 5 minutos para tirar belas fotos da região.




Um pouco mais à frente você encontrara a entrada para a Reserva Ecológica Vargem Grande, onde estão as Cachoeiras Santa Maria e Lazaro (35 reais por pessoa e aceita cartão de debito e credito) e finalmente à direita a entrada da Reserva do Abade.

O ingresso para essa Reserva custa 30 reais e só é aceito dinheiro (caso não tenha dinheiro em espécie, no caminho você passará por um quiosque que vende ingressos para as cachoeiras no cartão de crédito. Mas, não sei se o valor é o mesmo).



Ponto de Apoio. Reserva do Abade

A Reserva do Abade é um complexo com várias cachoeiras e trilhas, sendo que a mais famosa é a Cachoeira do Abade.  Dispõe de um ponto de apoio que contempla um pequeno restaurante, loja de conveniência, banheiros e redário.

Ao chegar na reserva, você tem opção de fazer 2 percursos ou trilhas:

Percurso 1: Vai direto ao ponto

Em apenas 400 m você chega à Cachoeira do Abade que é a atração principal do local. O trajeto é fácil, um pequeno declive calçado.

A cachoeira tem 22m de queda, um pequeno lago geladíssimo para o banho (até 4m de profundidade) e uma pequena prainha (foto acima).

Percurso 2: Trilha de 2,5 km



Esta trilha  permite você passear pela vegetação do cerrado. O que valeu a pena foi que chegamos com tanto calor à cachoeira que conseguimos encarar a água gelada sem muito problema.





A trilha não precisa de guia, tem uma parte calçada e uma parte pelas pedras. A vista é bonita mas não imperdível, as pequenas cachoeiras que você encontrará pelo caminho não são muito convidativas, pois a água estava um pouco turva.





Muito interessante é a ponte suspensa que tem 50 m extensão e 24 m de altura.... o ideal é passar 2 pessoas por vez pois chacoalha bastante...




A trilha eu diria que tem um nível de dificuldade moderado... eu pelo menos cansei bastante!. Se fazer trilha não for o seu objetivo principal, sugiro ir em direção à trilha 1,  mas, seguir à direita para conhecer a ponte e depois direto à cachoeira do Abade!






As demais não visitamos, mas para te ajudar colocamos abaixo algumas observações que lemos e ouvimos sobre as cachoeiras.

2. Cachoeira dos Dragões

São 40 km do centro da cidade, sendo 15 km de terra, por isso, recomenda-se sair cedo!

As cachoeiras ficam num Mosteiro Budista.

Não há nenhuma infraestrutura (parece que estão se organizando para isso), portanto leve lanche e água. A entrada custa 40 reais.

A trilha tem 4,3 km de extensão e você passara por 8 cachoeiras. O tempo médio do percurso, parando para tomar banho em 2 ou 3 delas é de 4 horas. Aparentemente não é uma trilha muito fácil. Vamos ter que conferir!

3. Cachoeira do Rosário e Cachoeira das Araras

Ambas ficam na mesma estrada para a Cachoeira dos Dragões. A cachoeira das Araras é a mais próxima (17 km com um trecho curto de estrada de terra) e a entrada custa 20 reais. Tem uma estrutura de clube, geralmente fica bem cheia.

Tem restaurante por quilo (aprox. R$ 50/kg), estrutura para churrasco (para locação). 

Não há trilha e algumas pessoas reclamaram da sujeira, mas, o ponto que mais me chamou a atenção é que a água não é tao gelada!

A cachoeira do Rosário fica na mesma estrada, a 35 km do centro.

O valor da entrada é 45 reais e pode-se comprar a entrada + almoço por 90 reais.

Tem uma cachoeira com queda de 42m porem disseram ser muito turística e também bem cheia nos finais de semana. Além do restaurante, possui um redário.

4. Cachoeiras da Reserva Ecológica Vargem Grande

Essas cachoeiras ficam na mesma estrada que chega à Reserva do Abade. São 11 km desde o centro e a entrada custa 35 reais (cartões são aceitos). A de Santa Maria tem uma trilha fácil de aproximadamente 10 min, chega-se a uma cachoeira com 4 m de queda, um poço fundo gostoso para o banho e uma pequena prainha. A do Lazaro tem uma trilha de 30 min com uma dificuldade media com bastante subida, descida e escadas. Há restaurante e banheiros no local

Além das cachoeiras ....

Mas, Pirenópolis não é só cachoeiras!




No fim da tarde, o centrinho da cidade fica lotado de turistas ávidos pela comida regional e artesanato local.




São várias lojinhas com os mais diversos artesanatos e as famosas bijuterias feitas em prata com um design super moderno e diferenciado

Centro da Cidade


Mapa do Centro de Pirenópolis e suas principais Ruas (Rua Aurora, do Rosário e do Bonfim)


O centro de Pirenópolis possui uma praça central onde aos finais de semana à noite, há barraquinhas com venda de comida e artesanato local. 




Praça Central de Pirenópolis. À noite, o turista encontra uma feirinha com artesanato e bijuterias.


A partir da praça temos 2 ruas importantes:



Rua Aurora


Rua Aurora: diversas lojas de artesanato, restaurantes, lanchonetes, pousadas, etc...


Rua do Rosário


Rua do Rosário: uma rua fechada para veículos onde se localizam a maioria dos restaurantes... mas, não fique preso a apenas essa rua... como vera mais abaixo experimentamos 2 restaurantes que não estavam nessa região e foram excelentes

Ainda na região central da Cidade encontramos:



Igreja Matriz da Nossa Senhora do Rosário


Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário

Foi construída entre 1728 e 1732. Após o incêndio de 2002 foi totalmente restaurada. É considerada uma das maiores construções de taipa de pilão do Centro Oeste. Aberta diariamente à visitação. Valor 2 reais. Está localizada no final da Rua do Rosário.

Igreja Nossa Senhora do Carmo e Museu de Arte Sacra

Construída pelos escravos em 1750. 

Museu do Divino

Construído em 1919 como réplica da original que existia ao lado da Igreja Matriz, manteve a função de Casa de Câmara e Cadeia até 1999. Hoje funciona como Museu da Festa do Divino. Valor 2 reais




Igreja Nosso Senhor do Bonfim


Igreja Nosso Senhor do Bonfim

Construído entre 1750 e 1754 possui uma belíssima imagem do Senhor do Bonfim em tamanho natural. Está localizada no final da Rua do Bonfim. 


Ponte do Carmo


Ponte do Carmo

Liga a cidade ao bairro do Carmo.

Temos uma belíssima vista da igreja do Rosário deste ponto da cidade. Abaixo da ponte muitas pessoas banham-se nas águas do rio.




Na nossa primeira viagem a Pirenópolis, não deu para ver tudo. Vamos voltar! 

Venha você também conhecer essa perola do Cerrado! Se você já conhece, não esqueça de deixar suas dicas para os outros viajantes aqui nos comentários!

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