Atacama (dia 4): Geysers el Tatio


Nosso quarto dia no Atacama começou cedo. Às 4:30hs partimos para visitar os Geysers el Tatio. É necessário sair cedo, pois só é possível observar os fenômenos naturais ao amanhecer.

Um ponto positivo do Hostal Pueblo de Tierra, onde ficamos, é que, sabendo dos horários dos passeios, eles preparam o desjejum às 4 horas da manhã para os turistas.






Geysers el Tatio


São aproximadamente duas horas de viagem até os Geysers, a 4.300 metros de altitude. 


Geysers, a propósito, são nascentes termais que entram em erupção periodicamente lançando uma coluna de água quente e vapor d'água (fonte: wikipedia).

No percurso, começamos a sentir o frio do local. A agência oferece, inclusive, alguns cobertores para os turistas durante a viagem.




Nossa primeira parada foi justamente no campo geotérmico El Tatio, que tem uma área total de 10 km². A entrada também é paga à parte: custa 10.000 pesos por pessoa.




É um passeio simplesmente imperdível! Definitivamente, os Geysers são o ponto alto da viagem ao Deserto do Atacama!

Além da paisagem impressionante, com montanhas e diversas áreas cobertas de neve no meio do deserto, é indescritível ver aquelas águas quentes brotando do chão, como se tivessem numa panela fervendo, e um vapor d’água que dá o toque final na paisagem.





O que acontece é que a água subterrânea submetida à alta pressão busca uma saída pela superfície através de fissuras da crosta terrestre. A água alcança uma temperatura de 85°C e a água quente e os valores d'água podem chegar a uma altura de 10 metros. 






No campo geotérmico, há uma piscina natural onde é possível se banhar nas águas calientes. Há vestiários e banheiros, mas não tive coragem de entrar, pois estava muito frio lá fora.




Nos campos, há caminhos delimitados por onde os visitantes podem passar. Importante não ultrapassar esses limites, por questões de segurança. Não se deve aproximar dos Geysers ou dos Vapores sob risco de queimadura de terceiro grau. Além disso, há fiscais por todos os lados.





Após visitar os 2 campos, era hora de tomar o café da manhã (novamente) preparado pelos guias da excursão. Tinha panquecas, doce de leite, café, suco, leite e pão com queijo e presunto. Armamos uma mesa ao lado do veículo e aproveitamos para nos esquentar com uma bebida quente.



Após o café, partimos do Campo Geotérmico e já não era mais possível ver o vapor d’água saindo das cavidades.

Bofedales




Saindo dos Geysers, fomos conhecer os Bofedales. Bofedal é uma zona úmida localizada em elevadas altitudes. A área úmida é o habitat de diversas aves da região.




Como estávamos no inverno, as paisagens estavam todas repletas de neve, o que nos permitiu esses belíssimos registros.

Mas, além de tirar fotos, eu aproveitei a parada para fazer “skibunda” nos morros repletos de neve.




Povoado de Mapocho




Partimos para o Povoado de Mapocho. É um pequeno povoado, com poucos habitantes, nas proximidades da rodovia. 

O que se destaca é uma igreja e uma lanchonete, onde você pode provar os espetinhos de lhama (3.000 pesos por espetinho). Apesar de a carne ser saborosa, não vi nada de especial no local.




Vale dos Cactos Gigantes (Guatin)




Nossa última parada foi no vale dos cactos gigantes. Como o próprio nome diz, é um vale onde você pode encontrar Cactos imensos. O interessante do local é fazer um trekking de 9 km até chegar às Termas de Puritama.




Retornamos ao hotel à tarde. Aproveitei para descansar no hostal.

Jantar no Restaurante Blanco

À noite, voltamos ao Restaurante Blanco. Dessa vez, provamos o delicioso Quinoto: risoto de quinoa com frutos do mar. 

No último dia, visitaríamos as Lagunas Altiplanicas



Emerson Cesar
Emerson Cesar

Aos 45 anos de idade, Emerson é um aprendiz de fotógrafo que tenta registrar da melhor maneira as experiências de viagem. Começou a descobrir o mundo há 10 anos e já visitou 61 países. Gosta de caminhar a esmo pelas cidades mundo afora, observando as pessoas, as construções e os lugares. É formado em Engenharia e Direito.

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