“Ó linda situação para se construir uma vila” foi o que o donatário português Duarte Coelho disse por volta de 1530 quando avistou a atual cidade de Olinda. E assim nascia a capital da capitania de Pernambuco! Olinda cresceu, mas preservou seu belíssimo centro histórico.

Olinda é colorida, alegre e esbanja charme com suas ladeiras e ruas de pedras,  suas casinhas com fachadas pintadas, suas igrejas barrocas e vistas de tirar o fôlego. Em 1982, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

“Fundada no século 16 pelos portugueses, a história da cidade está ligada à indústria da cana-de-açúcar. Reconstruída após ser saqueada pelos holandeses, sua estrutura urbana básica data do século XVIII. O equilíbrio harmonioso entre os edifícios, jardins, 20 igrejas barrocas, conventos e inúmeras pequenas capelas contribuem para o encanto particular de Olinda” (fonte: Unesco).

O Carnaval é um show à parte (para quem gosta de multidão). As ruas ficam abarrotadas de foliões que dançam ao som do frevo e maracatu. O estreito espaço é dividido também com os famosos bonecos gigantes de Olinda. Tudo isso junto, caracteriza um dos carnavais mais autênticos e democráticos do país. Basta você seguir a sua agremiação de preferência, ou, como disse nosso guia, deixar-se ser carregado pelo bloco que está passando!

Olinda está localizada a apenas 10 km de Recife. O trajeto demora cerca de 30 minutos de carro e a corrida de Uber custa em torno de R$ 25,00. É uma excelente opção de bate e volta para quem visita a capital Pernambucana.

É possível conhecer o pequeno centro histórico a pé, seja com guia, seja por conta própria.

Logo na entrada da cidade, você encontrará alguns guias uniformizados oferecendo seus serviços. A maioria é  oriunda do projeto de Don Helder. Eles não possuem formação de guia turístico,  apenas receberam um treinamento sobre os principais atrativos locais e, pelo que pude perceber, repetem sempre as mesmas informações. De qualquer forma, conhecem muitos detalhes e curiosidades.

Acabamos contratando um guia, com antecedência,  da empresa Olinda Experience (R$ 60 por pessoa).  Era muito simpático e conhecia bastante da história de Olinda e Recife, porém achamos que ficaram faltando informações aprofundadas sobre os pontos visitados.

Na internet, você encontra muitas informações detalhadas sobre Olinda, o que permite realizar um tour sem acompanhamento de guia. É claro que cada um tem seu estilo de viagem, mas, se você não se importar de subir umas ladeirinhas a mais, acho bem vantajoso ir sozinho, fazendo o Walking Tour no seu próprio tempo.


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O que visitar em Olinda?

O centro histórico, como eu disse, é pequeno. É possível fazer tudo a pé e por conta própria. Vou deixar uma sugestão de roteiro, mas você pode inverter a ordem das ruas e dará certo também!

Dependendo dos seus interesses, você deverá ficar atento ao dia da visita. Fomos em um domingo. Estava bem tranquilo e conseguimos pegar as igrejas abertas, porém, a maioria do comércio estava fechado. Caso queira ver a cidade fervilhando, talvez seja melhor escolher algum dia de semana.

Caso opte pelo domingo, sugiro que chegue ao primeiro ponto deste roteiro às 9h ou 9h30, pois, você deve estar no terceiro ponto desse trajeto às 10h. Descubra o motivo mais abaixo!

Vamos à minha proposta de roteiro.

1. Mercado Eufrásio Barbosa

Mercado Eufrásio Barbosa em Olinda
Mercado Eufrásio Barbosa em Olinda

Comece seu dia no Mercado Eufrásio Barbosa, localizado no bairro Varadouro. Não se engane com o nome da atração. Não se trata de um mercado, mas de um centro cultural. Sua construção é datada dos séculos XVII e XVIII, tendo funcionado como casa de alfândega e fábrica de doces antes de ser reaberto, em 1990, como mercado público. Tornou-se centro cultural em 2018.

O espaço tem 6 mil m2 e conta com exposições permanentes e temporárias, livraria, loja de artesanato, auditório e o museu Mamulengo.

Quando o visitamos, estava sendo organizada uma exposição temporária com bonecos gigantes e alegorias. Os bonecos ainda estavam embalados em plástico bolha, mas já nos deu uma ideia de quão linda seria.

A loja de artesanato tem preços bem convidativos. Comprei um ímã de geladeira por apenas R$ 3,00. É uma boa opção para prestigiar o artesanato local e levar uma lembrancinha para casa.

O Museu Mamulengo, cujo nome vem de “mão molenga”, tem em seu acervo mais de 1.000 bonecos de 27 mestres “mamulengueiros” diferentes.

Vale a pena conhecer a história e a origem desse típico fantoche pernambucano. Infelizmente não conseguimos visitar, por isso, atente-se ao horário de funcionamento:  de terça-feira a sábado das 9h às 17h. O ingresso custa R$ 2.

O Mercado Eufrásio Barbosa está aberto todos os dias das 9h às 16h e sua entrada é gratuita.

Saia do  mercado, vire à sua direita e suba a primeira rua à direita: a rua XV de Novembro. No lado esquerdo  você verá a fachada da Igreja de São Sebastião, seu segundo ponto de visita.

2. Igreja de São Sebastião

A Igreja de São Sebastião foi construída em 1686 em agradecimento às graças alcançadas durante a pandemia de cólera que assolou o pais. Seu interior é simples e possui, no altar, uma imagem de São Sebastião trazida de Portugal.

As visitações ocorrem apenas aos sábados das 15h às 18h.

Suba a rua XV de Novembro e vire à direita. Você irá se deparar com uma construção belíssima: o Mosteiro de São Bento.

3. Mosteiro de São Bento

Mosteiro São Bento em Olinda
Mosteiro São Bento em Olinda

O Mosteiro de São Bento teve sua construção original finalizada em 1599, porém sofreu uma destruição quase total com o incêndio de 1632, provocado pela invasão holandesa. Dessa época, restam apenas arquivos com descrições da sua estrutura. No final do século XVIII, os monges beneditinos optaram por destruir as ruínas e reerguer o novo mosteiro tal como o conhecemos hoje.

Se for em um domingo, procure chegar às 10h para participar da missa rezada em latim e com cantos gregorianos. É lindíssimo e emocionante. Durante a semana, os cantos gregorianos ocorrem às 6h30min, o que diminui a chance de você ouvir a cantoria!

Seu principal destaque é o belíssimo altar, construído entre 1783 e 1786, com 14 m de altura e 11 toneladas. Ele é todo folheado a ouro.

O imenso altar é tão impressionante que já foi dividido em 54 peças e levado para os EUA para ser exposto no Museu Guggenhein, em 2001.

Chama a atenção também uma figura de Cristo Crucificado que fica de costas para o altar mor, de forma a poder ser vista, através de janelas, pelos escravos que não podiam entrar no recinto.

A visita pode ser realizada todos os dias das 9h às 11h45 e das 14h às 17h. Entrada gratuita.

Saindo do Mosteiro, continue subindo a rua São Bento.

4. Ateliê Arte Marché Café

Bolo Souza Leão do Atelier Arte Marché
Bolo Souza Leão do Atelier Arte Marché

Subindo um pouquinho essa rua São Bento, você verá, à direita, o Palácio dos Governadores (Prefeitura Municipal de Olinda), que renderá lindas fotos.

À esquerda, há uma casinha amarela, o Atelier Arte Marché que ficou famoso pelo seu bolo Souza Leão, considerado o melhor de Olinda. O proprietário, o Sr. Arnandes, afirma fazer em média 3 bolos desses por dia (R$ 10 a fatia).

O bolo Souza Leão é um dos doces mais antigos do país e, em 2008, recebeu o título de Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco (Lei Estadual 13.428/2008). Acredita-se que a receita seja uma adaptação de um bolo português, utilizando apenas ingredientes locais. Tem uma cor que lembra quindim, bastante consistente e não muito doce! Vale a pena experimentar.

O café abre todos os dias após as 14h, mas o proprietário nos disse que, logo após a missa dos domingos, é possível comprar o bolo para levar.

Após comprar seu bolo, continue pela rua São Bento até o Mercado da Ribeira.

 5. Mercado da Ribeira

Mercado da Ribeira em Olinda
Mercado da Ribeira em Olinda

O Mercado da Ribeira é uma construção em forma de U que mantém suas características originais. Nele há várias lojas que vendem lembrancinhas, roupas, artigos em renda, couro e palha.

Não se sabe ao certo qual foi a data de sua inauguração. Historiadores acreditam que o mercado foi uma das primeiras construções públicas realizadas após a saída dos holandeses (1654).  Muitos defendem que o mercado era um lugar para venda de escravos, o que não faz muito sentido pois, nessa época, os escravos já eram comercializados no porto. Sabe-se, apenas, que o local funcionava como um mercado na primeira metade do século XX, vendendo produtos alimentícios e carne.

O mais interessante desse local é a vista do mirante. Nos fundos do complexo, há um pátio de onde é possível observar todo o Complexo da Sé, a caixa d’água e a Igreja da Misericórdia. Também é possível observar a Igreja Carmo, emoldurada pelo céu e mar!

Funciona de segunda a domingo, das 8h às 18h.

6. Ruínas do Senado

Ruínas do Senado de Olinda
Ruínas do Senado de Olinda

Em frente ao Mercado da Ribeira estão as ruínas do Senado da Câmara.

Conhecido por Monumento da Estrela, nele funcionava o Senado de Olinda, instituição que, atualmente, corresponderia à Câmara de Vereadores. Posteriormente, foi fechado e o Poder Legislativo olindense foi transferido para outro bairro, onde hoje funciona a Prefeitura Municipal. O prédio original ruiu e acabou desmoronando. (fonte: site da prefeitura de Olinda).

Desça ainda a rua São Bento, apreciando as construções, até chegar no cruzamento mais importante de Olinda: os quatro cantos.

7. Os quatro cantos de Olinda

Os quatro cantos de Olinda
Os quatro cantos de Olinda

Os quatro cantos é um dos pontos mais importantes de Olinda. É nessa intersecção estreita que se encontram as agremiações de Carnaval, em meio aos casarões coloridos. É tão importante que foi imortalizado na música de Alceu Valença:

“Nos quatro cantos cheguei
E todo mundo chegou
Descendo ladeira
Fazendo poeira
Atiçando o calor…”

É o cruzamento das ruas Amparo, Prudente de Morais, Bernardo Vieira de Melo e da Ladeira da Misericórdia.

Você encontrará nesse local o centro de informações turísticas. Não esqueça de garantir o carimbo no seu passaporte pernambucano.

O Passaporte Pernambucano é uma brincadeira criada pelo governo do estado. Trata-se de um caderninho semelhante a um passaporte, porém sem qualquer valor legal. Garanta o seu gratuitamente nos centros de informação turística e divirta-se com a brincadeira. Pegue o seu carimbo em todo município que você visitar !

Numa das esquinas dos Quatro Cantos, está o Bar do Peneira, um tradicional barzinho de Olinda com mesinhas na calçada, onde você pode tomar uma cerveja gelada, acompanhada de deliciosos petiscos. Segundo o nosso guia, o Bar é um excelente “termômetro” da animação da cidade.

Dos Quatro Cantos, siga em frente pela rua Prudente de Morais e vire à esquerda na rua Treze de Maio.

 8. Rua Treze de Maio

Loja na rua 13 de maio
Pousada Colorida na Rua 13 de maio

A rua Treze de Maio é uma das ruas mais fofas de Olinda. As fachadas das casas são coloridas e bem cuidadas.

Segundo nosso guia, há uma associação que se reúne e ajuda na manutenção dessas fachadas para que nós, turistas, possamos nos encantar e tirar milhares de fotos. Na porta das casas existem também plaquinhas com palavras de incentivo que são doadas por um artesão local. Você também encontrará Buganvilles dando um charme ainda mais especial para o local.

Caminhe para a sua esquerda para apreciar o colorido e tirar muitas fotos. Vá até o Museu de Arte Contemporânea e a Capela de São Pedro e depois retorne.

9. Museu de Arte Contemporânea

Museu de Arte Contemporânea, Olinda
Museu de Arte Contemporânea

O Museu de Arte Contemporânea, inaugurado em 1966, possui um acervo de mais de 4000 obras de vários artistas, sendo que grande parte advém de uma doação de Assis Chateaubriand ao estado. Infelizmente está fechado por causa da Pandemia.

O edifício nem sempre foi um museu. Foi construído em 1765 para servir de Cadeia Eclesiástica para presos da inquisição. Uma curiosidade é que, bem em frente, está a Capela de São Pedro, para que os presos pudessem acompanhar as missas pela janela.

Voltando em direção aos Quatro Cantos, ao cruzar a esquina, você estará na charmosa rua ou ladeira do Amparo.

10. Rua do Amparo

Rua do Amparo em Olinda
Rua do Amparo em Olinda

A Rua do Amparo é outra rua bastante charmosa! A vantagem é que, além do belíssimo visual, ela o levará até o Alto da Sé de maneira mais tranquila pois a subida não é tão íngreme quanto a da Ladeira da Misericórdia.

Enquanto você sobe, não deixe de notar dois bares que vendem bebidas típicas: o Axé e o Pau do Índio. Se estiverem abertos, sugiro que as prove! Ambas são bebidas alcoólicas, preparadas com pingas e ervas, cujas receitas ficam bem guardadas. Um bar está de frente para o outro e fazem a alegria dos foliões pois embriagam rapidamente e são baratas.

À direita, não deixe de reparar no Beco da Cortesia, uma ladeira extremamente íngreme (a mais íngreme de Olinda).  Recebeu esse nome pois, para subi-la, você o faz curvado, fazendo uma deferência ou gesto de cortesia.

Você ainda vai encontrar nessa rua, entre várias lojas de artesanatos e restaurantes, as seguintes atrações:

  • Atelier Iza do Amparo: atelier de uma importante artista plástica da região;
  • Bodega do Véio: lojinha antiga, famosa por vender um pouco de tudo;
  • Museu Regional: um castelinho (solar), construído entre 1745 e 1749, no estilo colonial, que abriga o mobiliário, louças e pratarias. Todo o interior remete a uma casa pernambucana do século passado;
  • Sobrado Mourisco: uma edificação que manteve suas características e estruturas intactas mesmo após a devastação holandesa. Ou seja, sobreviveram ao incêndio. Achava que era apenas essa casa, mas, durante o trajeto, nosso guia nos mostrou outras semelhantes.
  • Casa do Alceu Valença
  • Restaurante Beijupirá: uma das entradas do famoso restaurante que tem uma vista belíssima, fica nessa rua. Jantamos nesse restaurante em Porto de Galinhas, porém não achamos que o custo beneficio valesse a pena.

11. Igreja Nª. Sª. do Amparo

Igreja N.S. do Amparo, Olinda
Igreja Nossa Senhora do Amparo, Olinda

No fim da Ladeira do Amparo você vai se deparar com a Igreja Nossa Senhora do Amparo. Foi construída em 1613 e parcialmente destruída durante o incêndio de 1631.

Caso tenha a oportunidade de visitá-la, preste atenção aos belíssimos azulejos portugueses seiscentistas que estavam encobertos por um forro de madeira e só foram descobertos durante a última restauração realizada em 1992.

12. Ladeira e Igreja da Misericórdia

Ladeira da Misericórida, Olinda
Ladeira da Misericórdia Olinda

Continue seguindo para a direita na rua Saldanha Marinho. Ao chegar à bifurcação, olhe para baixo e espante-se com a íngreme ladeira e agradeça por não ter subido por ai!

A Ladeira da Misericórdia, embora seja bem inclinada e cansativa para subir, não tem esse nome devido à interjeição “Misericórdia!”, que você com certeza exclamaria! Ela tem esse nome devido à igreja que fica no seu topo.

“As origens da Igreja da Misericórdia remontam ao século XVI: em 1539 foi criada a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Olinda, primeira confraria do Brasil. No ano seguinte já havia registro das atividades, no mesmo local, de uma igreja com uma enfermaria anexa, a Santa Casa de Misericórdia de Olinda — considerada o primeiro hospital do país” (fonte: Wikipedia).

Igreja da Misericórdia, Olinda
Igreja da Misericórdia

As edificações do antigo hospital foram demolidas e deram lugar a um colégio de freiras.

Continue pela rua Bispo Coutinho e à esquerda num estacionamento, fica a entrada da Pousada Convento da Conceição.

13. Pousada Convento da Conceição

Pousada Convento da Conceição- Olinda
Pousada Convento da Conceição

A Pousada Convento da Conceição é uma hospedagem histórica com  localização e vista privilegiadas. Foi construída no século XVII e logo tornou-se um abrigo para senhoras religiosas. Durante a invasão holandesa, o local também foi saqueado e incendiado, como vários estabelecimentos em Olinda.

Após sua restauração, tornou-se um local para abrigar mulheres abandonadas e posteriormente uma casa de retiro para formação espiritual. Em 2018, abriu suas portas para hospedagem. As acomodações mantém moveis da época, com quartos confortáveis porém sem luxo.

Se puder, não deixe de visitar a pousada. Não sei se é permitida a entrada para qualquer pessoa. Nosso guia se identificou junto à portaria da pousada.

Na parte posterior, há um terraço onde é possível visualizar o horto florestal e a Olinda contemporânea. Muito bonito!

Seguindo na Rua Bispo Coutinho, você chegará à Casa dos Bonecos Gigantes.

14. Casa dos bonecos gigantes de Olinda

Bonecos Gigantes de Olinda
Bonecos Gigantes de Olinda

Venha conhecer de pertinho os famosos Bonecos gigantes de Olinda, principais atores do Carnaval da cidade.

O local é pequeno e a visita bem rápida, mas vale a pena tirar uma foto com as celebridades nacionais e internacionais que desfilam pela ladeiras de Olinda ao som dos ritmos carnavalescos.

Gostei mais da Embaixada de Pernambuco – Bonecos Gigantes de Olinda, que fica no centro de Recife. Além de ter mais variedade, há uma pessoa explicando a história dos bonecos, como são feitos, carregados e outros detalhes que sempre tive curiosidade.

Portanto, se você já tiver conhecido a Embaixada de Pernambuco em Recife, não recomendo a visita. A entrada custa R$ 10.

Continuando na Rua Bispo Coutinho, você verá o Museu de Arte Sacra e a Caixa D’água à esquerda.

15. Caixa D’Água

Caixa d'àgua de Olinda
Caixa d’água de Olinda

A Caixa d’água de Olinda é um pedacinho de arquitetura moderna insinuando-se em meio ao barroco brasileiro. A grande caixa branca, com a altura de um prédio de seis andares, destoa das construções à sua volta. O cobogó (elemento construtivo que se assemelha a tijolo vazado) que a reveste lhe proporciona um certo charme.

Foi nessa estrutura que construiu-se um elevador que permitia uma vista da cidade ainda mais linda que a do Mirante do Alto da Sé. Porém, por falta de cuidados, tal atração está fechada ao público. Uma pena!

Hora de seguir para um dos pontos mais altos da cidade, o Alto da Sé, onde está a Catedral da Sé e a feira de artesanato.

 16. Catedral da Sé

Igreja da Sé em Olinda
Catedral da Sé em Olinda

A Catedral da Sé ou Catedral de São Salvador do Mundo foi construída em 1540, originalmente em taipas e trata-se da maior igreja quinhentista do Brasil e a mais antiga de Olinda. Devido às diversas intervenções e reformas, sua fachada ficou descaracterizada.

Entre 1974 e 1976 sofreu novas alterações que tentaram deixá-la o mais próximo do original (uma transição entre Renascença e Barroco). É uma das poucas igrejas de Olinda que possui as duas torres sineiras. A segunda torre só foi construída em 1713, o que permitiu que fosse elevada à condição de Catedral.

Seu interior é bastante singelo, mas, se tiver a oportunidade, visite a sacristia, toda decorada com pinturas a óleo e mobília feita de jacarandá. Ao lado da sacristia há um terraço externo com um mirante. Infelizmente, quando fomos estava tendo missa e não quisemos entrar. Uma pena pois todos relatam uma vista encantadora.

Está aberta todos os dias das 8h às 16h e, aos domingos, tem missa às 9h (sujeito à alteração). Pede-se uma doação simbólica de R$ 2,00.

17. Letreiro de Olinda

Letreiro de Olinda, Alto da Sé, Pernambuco
Letreiro de Olinda, Alto da Sé

Em frente à Catedral da Sé, encontra-se o famoso Letreiro de Olinda, onde muitos turistas param para tirar foto. Se você quiser tirar fotos, provavelmente, terá que entrar na fila.

18. Mercado de Artesanato da Sé

Mercado de Artesanato, Alto da Sé, Olinda
Mercado Silvia Pontual

Ao lado do Letreiro de Olinda, encontra-se o Mercado de Artesanato da Sé, também conhecido como Mercado Silvia Pontual. É um mercado pequeno, mas que contém vários itens de artesanato, roupas e souvenirs.

Mirante do Alto da Sé, Olinda
Vista do Mercado de Artesanato: 

O mais interessante do mercado é um pequeno terraço ao final que oferece belíssimos ângulos para as suas fotos. É um dos pontos alto do passeio (literalmente também). Que vista de tirar o fôlego!

A vista acima é de Olinda com a cidade de Recife ao fundo. Também é possível observar a Igreja do Carmo emoldurada pelo céu e mar (foto abaixo). Tire muitas fotos!

Existe ainda o Mirante localizado numa Praça onde acontece uma feira de artesanato. É onde fica o chamado Observatório do Alto da Sé, que está fechado. Entretanto, a vista do terraço do mercado é mais bonita!

Retorne a rua Bispo Coutinho e desça a Ladeira da Misericórdia até os Quatro Cantos. Vire à esquerda da Rua Prudente de Morais.

19. Painel na rua Prudente de Morais

Painel na Rua Prudente de Moraes
Painel na rua Prudente de Morais em Olinda

Seguindo pela Rua Prudente de Morais, você vai encontrar o belíssimo painel mostrando divertidas imagens do Carnaval de Olinda. O painel foi pintado por C. Alberto Rocha no muro da Pousada dos Quatro Cantos.

Bastante instagramável! Aproveite para tirar muitas fotos!

Descendo pela Rua Prudente de Moraes, à direita, você encontrará uma praça onde fica a Igreja de São Pedro.

20. Igreja de São Pedro

Igreja de São Pedro, Olinda
Igreja de São Pedro

A Igreja de São Pedro, que atualmente está fechada para restauração, foi construída na metade do século XVIII e tem um interior bem simples, com uma nave única e dois altares laterais com nichos. Externamente, possui apenas 1 torre como é comum na cidade de Olinda.

Apenas duas igrejas em Olinda possuem duas torres. Existe uma lenda de que muitas igrejas barrocas tinham duas torres no seu projeto original, entretanto, apenas uma era construída para indicar que o projeto estava inacabado e, consequentemente, não ser necessário pagar o tributo para a Coroa Portuguesa (fonte: Revista Super Interessante).

Continuando em frente, você chegará à Praça da Abolição. Siga pela Rua Liberdade (esquerda) até a Igreja do Carmo.

21. Igreja do Carmo

Igreja do Carmo, Olinda
Igreja do Carmo: vista do Alto da Sé

A Igreja do Carmo, construída em 1580, foi a primeira igreja da Ordem das Carmelitas na América Latina. Um fato curioso é que, em 1630, seu sino, que era o maior da cidade, foi transformado em armamento pelas tropas holandesas.

Seu interior também é bem simples. Chama a atenção os quadros a óleo sobre madeira pintados pelos religiosos da época.

A Igreja do Carmo pode ser visitada de terça a sábado das 9h às 17h.

Resumindo…

Olinda é uma excelente opção de bate e volta de Recife. É colorida, repleta de história e lugares para visitar e se encantar. É possível fazer um Walking Tour por conta própria e conhecer o centro histórico de Olinda num único dia.

Caso tenha alguma outra dica de Olinda, deixe aqui nos comentários!

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